a velha regina e sua macoínha

July 31st, 2007 by andrechaos

fiz um post aqui uma vez falando sobre as atrocidades que eu já ouvi em meus locais de trabalho.
uma delas, que provavelmente eu considero a mais estúpida, foi feita por um sujeito chamado dênis.

eu trabalhava na credicard, acho que em 2001ou 2002, e no primeiro dia desse cara ele foi se apresentar pra todo mundo e tal.
aquele bla bla bla corporativo de sempre.
perguntaram: “vc veio de alguma empresa ou do mercado?”
essa expressão “do mercado” é sinônimo de “vc era um filho da puta desempregado”. simples assim.

então queriam saber se o cara saiu de alguma empresa pra ir pra credicard, ou se ele tava parado.
mas o gênio associou mercado à supermercado, e lançou a espetacular frase “é, eu vim do pão de açucar pra cá”.
sim amigos, antes de chegar no escritorio, ele havia dado uma passada no pão de açucar pra tomar café da manha.

mesmo com essa impressionante demonstração de jumentice, o dênis continuou trabalhando lá. mas era obviamente subestimado por todos. sua inteligência era nula perante aos colegas.

outra pessoa que fazia parte da equipe, era a regina. uma tiazinha muito zuada, já com seus 45 anos mais ou menos. uma senhora batalhadora, daquelas que vc sente até um pouco de pena, pq com essa idade ela se submetia ao mesmo salário que eu, na época com 20 anos.
mas como ela era chefe de família, não tinha escolha. aonde desse algum dinheiro, ela tinha que ir.

fumante compulsiva, a regina tinha o habito de chegar no trampo as 8 da manha, ligar o micro, e descer pra fumar o primeiro cigarro do dia. era comum, todos sabiam dessa rotina dela.

o dênis sentava-se na primeira mesa do andar, então todos que saíam do elevador passavam obrigatoriamente pelo lugar dele.
era a pessoa mais bem informada do setor. sabia os horarios e rotinas de todos ali.

num belo dia (lembre-se que ainda eram os primeiros dias do dênis na empresa, a burrice dele ainda era latente na cabeça de todos), a regina chegou e desceu pra fumar. nada demais.
passados uns 10 minutos, a tiazinha retornou, saiu do elevador e passou pela mesa do dênis, ignorando a presença dele, como era de costume.

mas nesse dia, não se sabe o que aconteceu com o dênis. ele teve um lapso de genialidade.
sem tirar os olhos do monitor ou os dedos do teclado, falou em alto e bom som assim que a regina estava ao lado dele:

dênis: bom dia regina….ja foi lá fumar sua MACOÍNHA hein? (assim mesmo, no diminutivo!)

a velhota simplesmente parou, incrédula. ela não podia acreditar naquilo que estava ouvindo.
como um sujeito teria a petulância de chamar uma mãe de familia de maconheira no meio do escritorio?!

ela encheu os pulmões, deu dois passos pra trás e se voltou contra o jovem dênis.

regina: VOCÊ TÁ LOUCO, SEU MULEQUE??? VOCÊ SABE COM QUEM TÁ FALANDO?? COMO TEM CORAGEM DE FALAR ISSO DE MIM???? NÃO TE DOU ESSA LIBERDADE, E NEM NUNCA VOU TE DAR!!!!! E SE ALGUM DIRETOR OUVE ISSO??? VOCÊ ME RESPEITA, TENHO IDADE PRA SER SUA MÃE. PELO AMOR DE DEUS, ESTOU HORRORIZADA!! COMO VOCÊ ME CHAMA DE MACONHEIRA??? NUNCA MAIS DIRIJA A PALAVRA MIM, TÁ OUVINDO?? NÃO QUERO NEM QUE VC OLHE NA MINHA CARA, SEU IRRESPONSÁVEL !!!!

a regina falava e cuspia de maneira incontrolável.
o dênis tomou um banho de catarro, tamanha era a alucinação da regina em relação ao que ela tinha ouvido.
confesso que nem lembro quais foram as palavras do discurso dela, o descontrole era fora do comum. ela urrava, se atropelava no proprio pensamento.
era um misto de indignação com ódio mortal. faltou realmente pouquíssimo pra ela desferir alguns safanões no dênis.

por ser muito cedo, poucas pessoas tiveram o privilegio de ver essa cena. mas o que se via entre todos os presentes, eram pescoços esticados por sobre as baias (inclusive o meu), a fim de presenciar aquele incrível show.

depois desse dia, ao contrário do que a lógica mandaria, o dênis continuou com sua ignorância clássica e alguns bons casos aconteceram lá. com o tempo vou colocando aqui.

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justiça da pizza!

July 30th, 2007 by andrechaos

o sampaist fez aqui um ranking das 10 melhores pizzas da cidade de são paulo.
claro que as tradicionais bráz, speranza, 1900 não poderiam faltar, são obrigatórias em qualquer lista.

mas fiquei feliz pq o pedaço da pizza aparece no top 10! sou um árduo defensor de lá como uma das melhores pizzas de são paulo, que é a capital mundial da redonda. e se destacar por aqui não é facil, visto que em cada esquina vc encontra uma pizzaria.

mesmo sendo fast-food (mas nao considero industrial como um mcdonald’s, do jeito que o sampaist publicou), a pizza dos caras é absurda de foda, e sempre recomendo pras pessoas de fora de são paulo irem lá provar. até pq, é do lado da minha casa, então levar “estrangeiros” é uma excelente desculpa pra ir também.

então me vê aí um pedaço de frango com catupiry e outro de pepperoni. ou seria portuguesa? marguerita? quatro queijos?

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o fogo do inferno

July 27th, 2007 by andrechaos

já teve alguma vez que vc achou que ia morrer?
vim pensando hoje no caminho pro trabalho e me lembrei de uma vez que foi foda. eu já tava me imaginando trocando uma ideia com o capeta no meio do fogo do inferno.

até pq, fogo não faltou nesse dia.

eu ainda morava com a minha mãe, só eu e ela.
mas ela tava viajando a trabalho, então fiquei tipo uns 10 dias sozinho em casa.
lembro que era uma quinta feira, e naquela noite rolou um coquetel de lançamento do disco do cachorro grande. era o pista livre acho, então isso tem um pouco mais de dois anos.

a festa foi num teatro no sumaré. muita bebida, muita comida e um pocket show deles. tudo bancado pela deckdisc. a fartura era a tônica da festa.

tavamos eu, meu irmão, bezzi, osmar e metaller. depois de muita cerveja (mas bota muita nisso), fomos embora.
o daniel me deixou em casa e entrei no apartamento por volta das 2 hrs da manhã. eu só tinha bebido, portanto apesar da grande quantidade de comida na festa, eu não aproveitei nada disso.
cheguei em casa com uma puta fome, e como não tava com tanto sono resolvi fritar uns nuggets.

eu tava bem bebado, mas em condições de pilotar um fogão. tanto é que acendi o fogo, fritei os nuggets e não deixei nenhum queimar.
maravilha, todos prontos, botei num pratinho e fui comer na sala vendo televisão.

provavelmente fiquei vendo algum programa de mulher pelada no multishow, ou ainda o show do vinho terroir, com o elidio lopes (aquele baianão que fica falando de vinho a madrugada toda na tv).
entre um nugget e outro, percebo uma movimentação na cozinha da minha casa.

mas porra, eu tava sozinho!
não poderia haver movimentação. “beleza, é coisa da bebedeira”, pensei na hora e não dei muita importancia.

após o nugget seguinte, a movimentação ficou ainda maior. “caralho, eu tô muito louco”.
eram movimentos amarelos refletidos na porta da cozinha. parecia que eu tinha tomado a cerveja do thimoty leary, era psicodélica a parada.

eu não me conformava com aquilo, então resolvi investigar o que tava rolando.
foi quando eu entrei na cozinha e vi uma parede incandescente e de alta temperatura
. sim, amigos, eu havia esquecido o fogão ligado com a panela de óleo.
a labareda de fogo tava mais alta que eu, era a própria pira panamericana dentro da minha casa.

eu não tive reação alguma, fiquei simplesmente parado ali, esperando o fogo consumir minha casa e me matar como um espetinho.
mas porra, eu não podia ficar imune, eu seria o responsavel pela morte de dezenas de pessoas do meu predio. algo precisava ser feito.
claro que com esse baque, a bebedeira passou na hora, de um minuto pro outro eu era o cara mais sobrio do planeta.

então num movimento ágil, esperto e maroto corri até o fogão e desliguei o fogo. ufa, primeiro passo efetuado com sucesso.
“agora é só esperar uns minutinhos que a labareda se apaga, já cortei a fonte do calor”.

os tais minutinhos foram passando e porra nenhuma do fogo abaixar. lembrei que a panela tava cheia de óleo, então mesmo sem o fogo acesso, tinha combustivel pra muito tempo ali.

comecei a olhar em volta do fogão.
janela de vidro + teto de gesso (as labaredas tavam perto de lá) + lâmpadas

o calor ja tava mais do que africano naquela cozinha, não ia demorar muito pra que os vidros se quebrasse e o teto fosse consumido pelas chamas.
a fodeção era iminente, eu precisava controlar o fogo.

pensei muito, mas muito mesmo no que fazer.
não tinha extintor no meu andar. um cobertor sobre a panela causaria um estrago semelhante ao do índio pataxó em brasília.
água poderia apagar o fogo, mas causaria um problemão antes disso. muita fumaça, choque termico e bla bla bla.

mas mesmo com esses problemas, a agua apagaria o fogo, né?

eu ja tava pensando demais, era hora de agir.

fogo do infernocorri no banheiro e enchi um baldão de agua e sem pensar nas consequencias, despejei uns 5 litros de água por sobre a panela do inferno.
talvez tivesse sido melhor esperar o fogo se acabar sozinho, pq o que aconteceu na minha casa foi algo cinematográfico.
um cogumelo de fogo formou-se na cozinha, nem os testes americanos no atol de bikini conseguiram aquele resultado. fora o barulho de “tshhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh” que atingiu seguramente mais de 150 decibeis.

realmente deu certo por um lado, o fogo estava apagado. mas foi dificil descobrir isso, pq tinha tanta fumaça em volta de mim, que não era possível ver dois dedos pra frente do meu nariz.
novamente eu estava lá, imóvel e sem ação. o fogo ja era, mas caralho, o que eu iria fazer com aquele cenário de tam express em minha propria casa?

toca o interfone.
porteiro: “ta tudo bem aí, andre? seus vizinhos tão reclamando de um cheiro de queimado”
eu: “queimado? imagina…não to sentindo nada!”
porteiro: “tem certeza?”
eu: “claro, tá tudo em ordem”

falei isso sem nem conseguir enxergar o interfone. fui guiado pelo barulho pra poder atende-lo, a fumaça me envolvia por completo.

ja devia ser umas 3 da manha, e lembrei que sexta feira era o dia em que a sandra, nossa gloriosa empregada, ia la em casa.
não havia nada que eu pudesse fazer naquela hora, resolvi então ir dormir e no dia seguinte avaliar os estragos.

acordei com o rosto todo chamuscado e a cozinha tava irreconhecivel. era como a cena de abertura do terminator 2, só faltavam as maquinas comandando os homens.
tudo completamente imundo, não havia um milímetro branco na cozinha. tudo foi tomado pela foligem.

chega a sandra e claro que ela pensou “puta que pariu, quero que esse muleque cretino do caralho morra”.
ela nunca teve tanto trabalho quanto naquele dia.
voltei pra casa depois do trampo e tava tudo limpíssimo. as paredes, armarios, geladeira, tudo branquinho e brilhando.
o unico problema foi no teto, pois como era de gesso, não tinha jeito de limpar.

minha mae voltou alguns dias depois e juntos pintamos o teto.
ela até riu do ocorrido, mas claro que não contei com as devidas proporções, pq senão ela ia pagar um capanga pra me surrar em praça publica.

e hoje em dia, nuggets só no forno. no more frituras na minha casa…

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20 anos do melhor roque do mundo!

July 25th, 2007 by andrechaos

appetite for destructionesse mês comemoram-se 20 do lançamento do appetite for destruction, disco de estréia dos guns n’ roses.
e também meu disco de estréia no roque!
graças aos clips de sweet child o’mine e paradise city, que eu via diariamente no clip trip (valeu beto rivera!), eu enchi o saco da minha mãe até que ela me comprasse esse disco ainda em vinil.
é um disco perfeito, até hoje não consigo encontrar um único defeito nele. feito pela melhor banda que já pisou nesse planeta em todos os tempos!

pra comemorar esses 20 anos, algumas festas tão rolando lá em los angeles (cidade natal da banda). uma delas, no sábado que vem, vai contar com a banda toda que gravou o disco, exceto o axl, obviamente.
quem ta organizando é o falido do steven adler, que vai tocar aqui em sp no começo de agosto. saca o que ele disse sobre a festa e sobre uma possível volta dos tiros perfumados do guns n’ roses:

“eu estarei com a minha banda adler’s appetite, e slash, izzy e duff estarão também. vai ser ótimo”, afirmou o músico ao site da revista guitar world. ele acrescentou que os quatro deverão subir ao palco juntos.

apesar de dizer que a ida de axl rose ao evento seja improvável, adler declarou que está confiante em uma volta da formação original. “axl e eu nos falamos em las vegas recentemente, e eu sei que há uma chance. seria gigantesco. sejá lá o quanto os rolling stones arrecadem quando toquem, nós faríamos o triplo. seria ridículo não fazer. ele não pode ser bobo assim”, disse steven adler.

Appetite For Destruction foi lançado no dia 21 de julho de 1987 e vendeu no mundo todo mais de 25 milhões de cópias até hoje.

bom, é um possibilidade que me causaria orgasmos non stop, ver essa formação do gnr na minha frente é algo que eu sempre considerei impossível. mas enfim, por menor que seja, essa chance já existe! entao, VOLTA GUNS N’ ROSES!!!!^@#^!!!

guns n' fucking roses

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pirandela!

July 23rd, 2007 by andrechaos

figurinha carimbada nos meus relatos, a livinha foi fundamental pra que eu me fudesse no caso do cartão da padoca (já que das duas vezes foi ela quem pegou o cartão a mais), e torceu loucamente pra que eu fosse surrado pelos maloqueiros do boca juniors.
mesmo com essas credenciais tremendamente negativas, nunca deixei de ser amigo dela.

certa vez ela me escalou pra uma missão muito importante, e eu aceitei.

a livinha aproveitaria as ferias dela naquele ano pra dar uma recauchutada na lataria. sim amigos, o silicone viraria uma realidade na vida dela em poucos dias.
várias visitas ao cirurgião já haviam sido feitas.
data e horario definidos.
todos os procedimentos já estavam claros na mente dela.

faltava apenas uma coisa: definir o formato dessa incrível adição seu corpo.

e minha missão era justamente essa: ajuda-la na escolha mais insinuante, ousada e sedutora. aquele shape que levaria os homens ao delirio e os faria rastejar aos seus pés.
ela apareceu com varios nomes técnicos pros formatos, coisa que o médico falou pra ela. mandei tudo isso pro caralho. não existe nome ténico quando o tesão pelo corpo de uma mulher está em jogo.

claro que ela não poderia fazer uma escolha mais acertada ao me designar pra essa tarefa. somente um grande conhecedor e apreciador como eu, poderia dizer sem firulas, como seria o peito ideal da mulher do século 21.

diariamente então, relizávamos pesquisas na internet com o intuito de achar um par de seios que fizesse a livinha ter inveja.
várias siliconadas famosas eram mostradas pelo google, um verdadeiro colírio para meus olhos em pleno horário de trabalho.

até que um dia, voltando do almoço, ela falou:

livinha: vamos parar ali na banca de jornal na frente do trabalho, pra ver algumas revistas. quem sabe tem algum peito legal lá.
eu: demorô!

a banca em questão, fica bem na porta do edifício são luiz, onde era o nosso trabalho. como todo santo dia eu passava pela frente da banca, nunca nem reparei em quem trabalhava lá. era rotineiro demais pra que eu me apegasse a tal detalhe.
pois bem, entramos na banca e pegamos as revistas. claro que as playboys e sexys da vida estavam todas lacradas. ninguem quer correr o risco de ter um tarado visualizando a nudez feminina em seu estabelecimento.

o que nos restou então, foram as revistas de moda tipo estilo, marie claire, vogue e outras desse náipe. nada muito tentador pra mim, mas a livinha conseguia sacar alguns peitos maneiros ali. eu, que esperava ver um monte de mulher pelada, comecei a ficar de saco cheio.
foi então que uma voz vinda das profundezas do inferno, balbuciou:

pessoa qualquer: “vocês vão comprar alguma coisa?”

respondemos juntos um “não…” sem nem olhar pra quem disse aquilo.
pensamos algo do tipo “é só o tiozinho da banca enchendo o saco”, e continuamos a folhear revistas que mostrassem seios exuberantes.

foi aí que surgiu uma criatura jamais vista antes. uma mescla do amaral com o corcunda de notre dame, o gollum e o sloth.
era um velhote de pelo menos 120 anos, curvado a quase 90 graus pra frente, andando com extrema dificuldade, tropeçando em tudo. tratava-se da própria besta do apocalipse.

ele vociferava no estilo darth vader com toda raiva do mundo:

velhote: “se não vão comprar, podem ir embora! aqui não é biblioteca, saiam daqui! PIRANDELA!~~!!@@!!!! PIRANDELA!!!!~1^!!!!”

e partiu pra cima da gente, batendo palmas e nos enxotando com a mãos, como se a gente fosse um grupinho de pombas reunidas no parque pra pegar milho do chão. era assustador, mesmo com suas passadas lentas, o velhote crescia de forma alucinante na nossa frente.

com medo de sermos atacados por aquele mutante, cuja origem era tão desconhecida quanto a do jacob do lost, tratamos de largar as revistas e correr pra dentro do prédio.
já lá em cima, tentamos descobrir o que era o tal “pirandela”, sem sucesso. coisa que até hoje permanece um mistério, aliás.

mas aprendi a sempre reparar nas pessoas que trabalham no comércio ao redor do meu trabalho, assim evito surpresas pavorosas como essa.
já a cirurgia da livinha, foi um sucesso, segundo ela. mesmo sem ter visto o resultado, acredito nela…

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o cliente sempre tem razão…tem mesmo?! - parte 2!

July 17th, 2007 by andrechaos

lembram do post sobre a mina que reclamou do milo garage, e recebeu uma resposta atravessada do dono do estabelecimento?
ele dizia que se a cliente não estivesse satisfeita, que fosse embora e abrisse sua própria casa noturna. link aqui.
achei fudido isso, mais pela coragem do cara em falar dessa maneira, do que por concordar efetivamente com ele nessa reclamação em específico.

como sexta feira passada fui no o’malleys pra despedida do metaller, lembrei que também rolou algo parecido com eles no guia da folha, mas um pouco mais polêmico. e novamente eu concordo com o dono do estabelecimento.
vejam o que o cara escreveu pra reclamar:

 

Nós nos sentamos em uma mesa no piso superior e ficamos conversando e consumindo, como todos. O casal de amigos estava abraçado e, vez ou outra, trocava um pequeno beijo, um “selinho”. Não estavam se esfregando nem agindo de maneira incorreta. Um segurança chegou e pediu para eles pararem. Fiquei surpreso, pois, se bem sei, existe uma lei que proíbe a discriminação sexual. Minha amiga e eu ficamos constrangidos, e ela desceu para falar com o dono do bar. Ele informou que, apesar de estar numa região gay, o bar não tem esse perfil e inibia esse tipo de atitude exatamente para evitar se tornar um ponto GLS.


Welington dos Anjos, 29, supervisor de cobrança

e a resposta da casa:

 

O O’Malley’s realmente sofre por causa da situação da Alameda Itu, que é invadida por uma turma de orientação sexual alternativa, na sua maioria menor de idade, que bagunça as redondezas, atrai ambulantes, traficantes e cria sujeira e barulho. Apesar das nossas tentativas de envolver as autoridades públicas, nenhuma atitude foi tomada. Isso, mais a proximidade de muitas casas GLS na vizinhança, tem nos criado problemas com a clientela, que definitivamente não é GLS e que reclama quando acha que a casa está mudando de rumo. Portanto, nossa política é coibir qualquer excesso de sexualidade e pedir comportamento adequado, não obstante a orientação sexual do consumidor.


Ali Visserman, sócio proprietário do O’Malley’s:

ahsudfhasidhfasdhuahuahsaushaua

achei muito foda o cara ter coragem pra peitar em público essa maldita convenção que existe hoje em dia, que praticamente nos obriga a achar bonito um monte de veado se pegando do nosso lado. sai fora com essa merda.
até porque, realmente a esquina em que o bar fica é infestada por uma veadagem sem limites, que ultrapassa qualquer noção do que é aceitável.

ele não gosta disso, o público que frequenta o bar dele também não gosta, eu não gosto.
então pra puta que pariu com a veadagem lá dentro.

deixou bem claro que lá não são bem vindos caso queiram ficar de putaria no meio de geral.

meu respeito pra ele!

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super ruffles

July 16th, 2007 by andrechaos

aquela história que eu postei sobre o roubo na tal padaria deu uma boa repercussão e teve uma galera que veio perguntar que lugar era.
claro que não vou falar aqui, pq como eu disse, ainda frequento o local e uma simples busca do google traria à tona o meu golpe na cabeça dos caras (se é que eles não lembram). mas lá nos comments da historia vcs conseguem sacar onde é.

mas aí fiquei lembrando desse dia, e me veio outro na cabeça.
esse, bem mais recente, coisa de 3 meses atrás.

tava rolando uma festinha lá em casa, e no meio da madrugada acabou a cerveja. como todo mundo ainda tava onfire, resolvemos fazer uma vaquinha e descer no posto quem tem na esquina da minha casa pra comprar mais.
arrecadamos uns trocados e desci jutamente com o ubiratan pra abastecer nossa festa.

eu tava meio bebado mas até certo ponto tranquilo.
o problema é que o ubiratan estava bem pior, levemente fora de controle.
mas mesmo assim topei ir com ele.

chegamos no posto e eu comecei a pegar as cervejas na geladeira e colocar no balcão. pelas minhas contas, daria pra levar umas 15 latinhas, um bom número pro horario, pq apesar da galera querer beber mais, ja tava todo mundo um pouco low-profile.

aí beleza, contadas as 15 cervejas, o tiozinho do posto pegou a pistolinha pra scannear o codigo de barras no computador e nos deu a sacola pra guardar as latas.

o ubiratan então pegou a sacola e num movimento maroto, enfiou duas ruffles tamanho double extra super king size dentro da sacola. eu ensacava as cervejas e não entendi bem o que tava rolando..
mas o que o glorioso ubiratan esqueceu, é que a gente tava bêbado, mas o tiozinho do posto não.
entao óbvio que o mano sacou todos os passos do roubo descarado. pq além das ruffles serem colossalmente gigantes, ele levou uns bons segundos tentando encaixar os pacotes dentro da sacola, tamanha era a tontura pela bebedeira. até o rain man perceberia a tentativa de furto.

ele até largou a pistolinha do codigo de barras, encarou o ubiratan e falou num tom de voz bem puto:

tiozinho: você tá tentando me roubar, porra?
ubiratan: hmmm…errr…ahn…
tiozinho: peraí, vc quer mesmo me roubar assim, na minha frente??? (ainda mais puto)
ubiratan: (respirou fundo, tomando coragem) sim, é verdade…eu tava tentando te roubar…
tiozinho: mas que porra, vc nao tem vergonha não? olha o seu tamanho!! dá aqui essas merdas dessas batatas!!!
ubiratan: beleza, foi mal…tomaí.

e scanneou tbm as duas ruffles na nossa conta. mas o prejuízo moral foi bem maior que o financeiro, pq ninguem comeu aquelas merdas.

mais do que fome, a vontade de fazer algo ilícito foi o que motivou o ato impensando, que quase acabou em fodeção pra cima da gente…

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punk rock do amor

July 13th, 2007 by andrechaos

como hoje é a despedida do metaller, que domingo embarca em definitivo para a inglaterra, vou contar uma passagem clássica que aconteceu com a gente há uns anos atrás.
quero deixar claro que levando em conta apenas essa história, asseguro que vc não vai fazer falta nenhuma por aqui, metaller! hahaha
em todo caso, hoje tem o’malleys pra se despedir do metaller. quem tiver de bobeira, apareça por lá!

enfim, isso rolou numa tediosa noite de sexta-feira, do ano de 2005, quando eu era um solteirão convicto.
como sempre acontece, a mailing list da galera foi bombardeada com perguntas do tipo “e aí, que vai rolar hoje?”, “bora tomar umas cervejas?” e coisas do tipo. mas um tinha um compromisso aqui, outro ali e acabou que a galera não se juntou naquele dia.

o metaller, que na época trabalhava na revista bizz, chegou pra mim e disse “cara, tenho umas credenciais pro show do marky ramone hoje, ta a fim?”. na falta de algo melhor pra fazer, topei. marcamos de nos encontrar pra beber antes e ir pro show mais tarde.

depois de beber em algum buteco sujo que eu não lembro qual era, resolvemos ir pro lugar do show, o glorioso clube nacional. provavelmente o pior lugar em que já vi um show.
mas enfim, antes de ir pra lá, paramos no pão de açucar da rua cardoso de almeida pra comprar mais cervejas, assim a gente beberia no caminho.
enquanto colocávamos as cervejas no carrinho, toca o celular do metaller. fiquei ouvindo o papo.

metaller:
alô!

opa, beleza cara?

não não, to indo no show do marky ramone com um camarada daqui a pouco.

festa? onde é?

quem tá aí?

que????

TA FALANDO SÉRIO?
….
PORRA, ME FALA O ENDEREÇO, TAMO INDO PRAÍ !!!~~!!@@!#!!!!!

e desligou o telefone.

metaller: cara, meu broder ligou agora, tá rolando uma festa no apê dele do lado do mackenzie, tá cheio de mulher lá!
eu: porra, vamo agora pra lá!
metaller: : lógico, ele falou que as minas já tão muito loucas, parece que tem umas fazendo strip!!!!
eu: puta que pariu!
metaller: : deu pra ouvir várias vozes de mulher no fundo, parece que elas tão descontroladas mesmo!
eu: !!!!!!!!!!!!!!!

pegamos algumas cervejas e voamos pro carro.

foda-se o rock, foda-se o punk, foda-se o velho do marky ramone!

o que desenhava-se na nossa frente era uma orgia com universitárias safadas!!
todo homem que habita o planeta terra já sonhou com essa possiblidade, é o desejo de consumo de 100% dos machos do mundo. e esse sonho estava há apenas alguns minutos de se concretizar com a gente.

entramos no carro de forma desesperada, a partir desse momento nenhum ato nosso foi racional. tudo era movido pela testosterona que explodia em nome das universitárias tresloucadas que nos esperavam.
metaller ligou o carro e saiu do estacionamento pela entrada. cantou pneu. passou no farol vermelho. pegou a contra-mão.
não existia lei que nos segurasse, tudo que víamos na nossa frente eram ninfetas nuas e loucas de amor.

no meio do caminho, outra vez toca o celular do metaller:

metaller: alô!
amigo: cara, onde vcs tão??? (o cara tava berrando, eu conseguia ouvir tudo do banco do passageiro)
metaller: tamos a caminho, cara.
amigo: VEM LOGO, PORRA!!! TÁ CHEIO DE MULHER PELADA AQUI !!!!^~!!!@!!
metaller: caralho, em 10 minutos tamos aí!!!

nessa hora eu até babei a cerveja que tava bebendo.
o descontrole era total, eu bebia uma long neck num gole só, queria chegar lá animadão e pronto pra festa sem limites, uma celebração que mudaria a história da minha vida.

cortamos o caminho, pegamos os atalhos mais marotos do mundo, visando chegar lá o quanto antes.
finalmente entramos na rua maria antônia, onde fica o mackenzie. como era sexta a noite, a rua estava cheia pra caralho. milhões de bares, mesas na calçada, gente andando, carros estacionando. por isso tava um puta transito. nenhum carro andava, já estávamos ficando impacientes.
“onde é o apartamento do cara?”, perguntei. “é ali no fim da rua”, balbuciou o metaller, visivelmente transtornado.

caralho, o transito tava pior que descer pro litoral no dia 31 de dezembro, aquilo tava nos deixando loucos.
novamente, o celular do metaller:

metaller: alô!
amigo: cara, vcs ja tão chegando?
metaller: já, tamo aqui parado na rua, ta um puta transito!
amigo: estaciona em qualquer lugar e sobe aqui, o bicho ta pegando!
metaller: eu sei cara, to ouvindo um puta barulho de fundo, são as minas gritando?
amigo: é, porra! vem logo, as mulheres tão malucas aqui !!!!

nesse momento aconteceu algo muito estranho. eu olhava pro metaller querendo saber as novidades do que tava rolando no apartamento.
enquanto ele falava com o amigo, fixou-se num ponto da rua e ficou olhando. o metaller nem piscava o olho, a loucura transformou-se em preocupação. sem desligar o telefone, ele disse:

metaller: : cara….eu tô te vendo aqui na rua…
amigo: : então, pára o carro e vem aqui pro bar!

olho pro meu lado, e realmente havia um sujeito passando ao lado carro falando ao celular. como eu não conhecia o tal amigo, nem me liguei.
aí o metaller até soltou o celular. a desolação tomou conta do corpo dele.

não havia apartamento.
não havia festa.
não havia orgia.
não haviam universitárias apreciadoras de um bom sexo descompromissado.

paramos o carro e encontramos o amigo sentado numa mesa de bar com mais uns 5 caras. “todos filhos da puta”, pensei.
o barulho de fundo nada mais era que balbúrdia normal de um bar sexta-feira a noite.
tive vontade de dar uma senhora cadeirada naquele boçal que nos iludiu por mais de 20 minutos.
não havia clima pra ficarmos lá, o metaller só cumprimentou o cuzão e vazamos dali o quanto antes.

rumo ao clube nacional, onde terminamos a noite vendo o show do velho marky.
“i wanna be sedated” nunca fez tanto sentido pra mim…

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