só é pobre quem quer!

October 19th, 2007 by andrechaos

o título desse post nao podia ser mais verdadeiro.
pra começar, quero dizer que estou ajudando alguem a ficar ainda mais rico, afinal acabo de entrar no facebook, pra ficar atualizado com essa nova onda do internet (me adedê aqui miguxo).

o nome do cara que estou ajudando é mark zuckerberg, criador do tal facebook. o desgraçado recusou essa semana uma proposta do google de 10 bi de verdinhas, pra vender o site dele.
simplesmente recusou, nao quis.
nao consigo pensar em outra coisa senão o apego emocional que ele deve ter pela própria criação pra negar essa grana. o mano jamais vai conseguir tanto dinheiro de outra forma.
em todo caso, acho arriscado o cara negar essa proposta, ja que com esse lance cíclico que rola no internet, daqui a pouco o facebook está ultrapassado e ele vai ter é que pagar pra manter a parada.
no lugar dele, eu teria vendido e agora estaria nadando nu no mar azul do tahiti.

mas pra provar o “só é pobre quem quer” que escrevi ali em cima, quero dar um exemplo que descobri na semana passada.
li no terra a notícia sobre um site que está fazendo sucesso nos estados unidos, chamado rotten neighbor.
vc pode clicar aí e ver, mas basicamente o site é composto por um mapa norte americano, em que vc digita o cep desejado e encontra relatos sobre a vizinhança (sua ou alheia).
por exemplo, se você tem um vizinho que escuta emílio santiago alto pra caralho num domingo as 8 da manha (meu caso), vc vai lá e relata isso. dando nome e endereço dele.
a idéia do site, é que com o tempo todos os vizinhos problemáticos estejam catalogados, assim quando vc for se mudar, pode consultar pra saber quais dores de cabeça vc terá no novo endereço.
legal né? na verdade é idiota. é cretino. é estúpido.
mas o cara que criou isso ja está com uma boa grana no bolso.

se ele tivesse criado um site pra falar sobre os investimentos financeiros que estão transformando dubai no maior centro financeiro do mundo árabe, certamente teria falido no primeiro mês.
mas um miserável dum site pra falar mal do seu vizinho, está bombando e enchendo o bolso do filho da puta de dinheiro.

ou seja, internet é o templo da idiotice. idiotice que dá dinheiro.
se você tem uma boa idéia, jamais a coloque no internet. nao vai dar certo.
já se a sua idéia for cretina….

bom, vou ali no bar ficar bêbado e ter uma idéia idiota e já volto…

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gafes são legais, né?

September 21st, 2007 by andrechaos

eu não tinha pensando em nada pra postar aqui hoje, mas há poucos minutos aconteceu uma parada divertidíssima aqui no trabalho, então resolvi relatar.

aqui tem um sujeito chamado cláudio. ele é programador, e sempre está antenado com as mais modernas tecnologias desse mundo louco em que vivemos.

de uns tempos pra cá, ele anda numa vibe audiobooks. fica baixando livros e ouvindo no mp3 player.
então beleza, hoje quando voltei do almoço, rolou o seguinte diálogo.

cláudio: pô, baixei o audiobook novo do paulo coelho, mas veio todo corrompido.
eu: porra, se deu benzão, assim não precisa ouvir essa merda desgraçada.
cláudio: mas não era pra mim, é pra minha namorada. ela é cega e os livros do paulo coelho são uma das poucas coisas que a animam…
eu: ah…hmmm…errrr….aham….bom, mas é ruim mesmo assim.

claro que essa última frase eu falei só pra dar a última palavra no diálogo, se eu ficasse mudo seria ainda mais vexatório pra mim.

enquanto cogitava postar isso, me lembrei de outra gafe que protagonizei, há anos e anos.
eu estava na sexta série, e como de costume em qualquer escola, na semana de provas a gente saía mais cedo. num dia durante essa semana, os muleques resolveram se juntar pra jogar a novidade mais quente do momento: mortal kombat 2.

era a coqueluche do ano, todos só sabiam falar em fatalities, babalities e tudo mais.
pois bem, juntaram-se uns 10 muleques e fomos pra casa do SLOT, que era rigorosamente na rua de cima do colégio. eu estava na 6a A, mas haviam tbm alguns pivetes da 6a B, que eu não conhecia muito bem.

legal, chegamos lá, fizemos um sorteio ridiculo pra definir a ordem de quem jogaria e tudo mais.

começaram os duelos, quem ganhava tinha direito de permanecer. quem perdia, ia pra casa do caralho.
eis que chegou a vez do ricardo. ele era um dos garotos da 6a B, portanto eu o conhecia apenas de vista.
ele sentou pra jogar, e algo me chamou a atenção. já sentado, ele botou o joystick sobre a perna, e começou a jogar apenas com uma das mãos. ele mexia o direcional e apertava os botões com a mesma mão, então é óbvio que tomou uma surra de proporções nunca vistas antes.
e foi aí que eu entrei em ação.

eu: ô seu trouxa, pq é que vc não joga com as duas mãos?
geral sussurrando: shhhhhhh, caralho, pssssst, cala a boca, filho da puta!!!!
eu: que que foi, porra???!?!
geral sussurrando: ele tem epilepsia, o lado esquerdo do corpo dele é paralisado, seu idiota!
eu: : hmmmm, sei…..bom, mas eu sou o LIU KANG!!

escrevi meio na correria esse post, ainda no calor do momento da primeira gafe. como certamente eu vou lembrar de outras mais pra frente, posto numa outra oportunidade.

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hoje é 11 de setembro e eu tô vivo

September 11th, 2007 by andrechaos

apesar do dia 11 de setembro não combinar com sinais de vida, aqui estou eu dando um.
faz mais de 10 dias que não posto aqui, e pode acreditar que eu me envergonho por isso. principalmente pq eu tenho metade de uma história já escrita, mas to completamente sem inspiração pra termina-la. total shame on me. é uma historia com todos os ingredientes que permeiam o que você já leu aqui. futebol, bebedeira, mulheres (dando fora em alguem), vexames e tudo mais.

peço mais um pouco de paciencia, ela vai sair e em breve estará aqui.

bom, já que loguei aqui pra escrever,  serei estupido o suficiente pra dizer o que eu tava fazendo no 11 de setembro de 2001.
na época eu trabalhava na credicard (palco de varias historias ja postadas), e minha mae me ligou apavorada, após ter visto o segundo avião bater na torre ao vivo.
ela dizia que eram cenas inacreditaveis, que parecia um filme e bla bla bla. como ela é exagerada, eu achei que fosse tudo super estimado da parte dela. e abri o internet pra ver o terra. aí me liguei que algo grande tinha mesmo acontecido.
ninguém trabalhou direito, só se falava nos aviões que bateram no wtc.

na hora do almoço corri na padoca pra ver as cenas e é inegavel que fiquei chocado, como todos.  aliás, confesso que até hoje fico assim ao ver as imagens dos aviões entrando nos predios. é meio tenso.

durante a tarde, convocaram uma reunião la no trampo, pq um dos acionistas da credicard, era o citibank. grande simbolo do capitalismo americano. como ninguem sabia direito o que tava rolando, acharam prudente nos dispensar e corri pra casa, onde fiquei vendo o datena até o fim da noite.

e veja como evoluí, 6 anos depois, ao invés de ver o datena, estou escrevendo num blog. hahahhaa

blah.

mas é isso, se alguem tiver lendo, contaí o que tava fazendo na hora dos ataques.
e de novo: logo teremos novas e empolgantes aventuras por aqui!

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afinal, isso aqui é um blog…

August 20th, 2007 by andrechaos

quando criei esse blog, queria apenas postar alguns relatos engraçados e estúpidos de fatos que já me aconteceram.
mas como acima de tudo, isso aqui é um blog, nao dá pra fugir completamente das cretinices nerds que popularizaram os diários on-line.

e fui indicado pelo gasta pra responder uma espécie de enquete estúpida e nerd. mas que é até legal.
eu tenho que responder quais são meus 10 sites preferidos/mais visitados na web. dei uma pensada aqui, e as respostas tão aí. embaixo.
no final, vou indicar duas pessoas pra responder também. então se vc foi escolhido, não me desaponte e continue essa corrente idiota!

você que curte ler as podreiras que posto aqui, não se assuste. ainda amanhã tem historinha (sempre reais, vale frisar) nova. stay tuned!

meus 10 sites preferidos/mais visitados:

1. complexo google
gmail, google reader, google analytics, google talk, google a puta que pariu. esses caras tão presentes em tudo que é lugar, e eu uso quase tudo que eles fazem.

2. nmbr
não tem muito o que dizer, o nmbr é parte integrante da minha vida há pelo menos 6 anos. triste ou não, é a real.

3. last.fm
sou usuário desde 2004, e a cada dia me vicio mais no serviço deles. sou meio freak por estatísticas (vide o google analytics ali em cima), então perco horas e horas vendo não só os números do meu perfil, como de outros perfis. amigos, conhecidos ou mesmo pessoas aleatórias. sem contar os charts gerais por banda, música, região e bla bla bla.

4. flickr
mesmo não sendo postador de fotos, uso muito pra fazer pesquisas de imagens aqui pro trampo. é muito melhor do que o google images (yay, alguem superou os donos do mundo!) ou qualquer stock photos por aí. e entre uma busca e outra, vejo fotos de amigos.

5. bluebus
blog sobre publicidade, internet, comunicação e esse mundinho em geral. como trabalho com isso, gosto de ler as notícias do que rola nessa área.

6. ccsp
área de notícias do clube de criação de são paulo. basicamente é a mesma coisa do bluebus, mas considero um conteúdo mais editorial mesmo, notícias e tal. enquanto o bluebus tem mais uma ótica mais pessoal de quem escreve.

7. pollstar
quem vai tocar hoje em kiev? onde o turbonegro vai se apresentar essa semana? e o backyard babies? mesmo sendo respostas inúteis pra mim, eu sempre entro pra ver a programação da semana em cidades esdrúxulas e das bandas que ouço. dá pra ver quem vai tocar aqui em são paulo também, e confio bastante no site. se aparece lá, é pq realmente ta confirmado.

8. imdb
esse nem precisa falar muito. entro pra saber quem ta filmando o que, quando estréia, como chama aquele figurante e tudo mais.

9. palmeiras
não dá pra fugir dessa, sou maluco por futebol e mais ainda pelo palmeiras. sempre entro nos portais pra ver as noticias do time, mas coloquei o globoesporte ali por achar o mais completo.

10. dude! we’re lost!
acho o melhor site nacional sobre a série, da qual sou meio freak tbm. leio sempre as notícias lá e apesar de não curtir spoilers, fica meio foda segurar a curiosidade…

e pra continuar essa merda, indico a carolzona e a isa.
por favor respondam, não me deixem passar essa vergonha sozinho!
hahuahusdahuihasdas

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planet??? pop!!!

August 9th, 2007 by andrechaos

quem não curte uma festança com boca livre, hein?
muita fartura, boa comida, boa bebida, música legal, diversos amigos…aposto que todos vocês aí já desfrutaram de uma maravilha dessas pelo menos uma vez.

por trabalhar com comunicação há um bom tempo, além de ter amigos em vários veículos de mídia, toda hora aparece um convite pra boca livre. festas de gravadoras, lançamentos de discos, inauguração de baladas e shows. muitos shows.
então se vc tem algum esquema pra boca livre, não deixe de me convidar. não tenho o hábito de recusar esse tipo de convite.

mas rolou uma ocasião, em que seria melhor ter recusado.
falo da época em que eu trabalhava pra uma operadora de celular. eu fazia o portal deles, e como vendíamos ringtones, o contato com grandes gravadoras era diário.
uma delas, especializada em dance music de baiano favelado, organiza todo ano um festival chamado planet pop. vários artistas que tocam dance music de baiano favelado se juntam e ficam tocando por horas e horas. deve haver um prêmio pro cidadão que consegue ficar até o final, pq o barato ultrapassa os limites do insuportável.

pois bem, numa das edições do glorioso planet pop, toda nossa equipe foi convidada a ir em um camarote com tudo liberado, na banca da gravadora.
a roubada era certa, então um por um, todos nós fomos pulando fora.
“já tenho compromisso”, dizia um. “tenho prova na faculdade”, o outro. “não vai rolar, tenho que levar minha avó na musculação, mas valeu o convite!”. e por aí vai. cada um com suas desculpas e ninguém topou ir ao festival de dance music de baiano favelado.

acontece que o gerente de contas da empresa, o marcel (que tinha uma espantosa semelhança com o sr. incrível) chegou na sala e falou:

marcel: galera, sei que vocês não gostam dessas coisas e tudo mais. mas por favor, a gente precisa que alguém vá. os caras deram um belo camarote pra gente, é muita falta de educação recusar. não precisam ir todos, mas pelo menos algumas pessoas têm que ir. vejam aí quem topa, e até o final do dia eu passo aqui pra dar os convites.

nessa hora todos ficaram sem graça, olhando pro chão, pro teto, pro horizonte e até assobiando. alguns arriscavam se entreolhar, mas era perigoso, pois aí poderia rolar uma imposição do tipo “você vai, e acabou!!”.

mas todos ali já eram crescidos, não podíamos simplesmente bancar os cretinos imaturos e bater o pé negando o convite. era preciso chegar num acordo de quem iria.
fomos por eliminação. quem realmente tinha compromisso, prova, viagem e a puta que pariu, tava descartado.
entre os que tavam apenas de frescura e gaguejaram na hora de inventar desculpas ridículas (me inclua nessa), rolou um paredão no melhor estilo big brother, pra determinar quem se foderia por uma noite inteira.

não é preciso dizer que eu fui escolhido a representar nossa corporação no grande evento.
mas o toque de genialidade, é que além de mim, foram convocados a livinha e o vina. se você acompanha meu blog, sabe que esses dois elementos quase provocaram a minha prisão, no caso do roubo na padaria. além de pelo menos mais duas roubadas federais em que a livinha me enfiou (aqui e aqui).
mas tudo bem, pelo menos era uma boca livre, e dessa vez não corríamos o risco de sermos pegos roubando algo comestível.

era uma sexta feira, e todos os outros planos haviam caído por terra.
a baladex seria no festival de dance music de baianos favelados no via funchal. já conformados, marcamos de nos encontrar por volta das 22 ali mesmo perto do trampo, pra irmos de carro pro local.

tava meio puto e resolvi nem ir pra casa. saí do trampo umas 19 hrs e fui pro bar, onde permaneci até a hora marcada pra nossa saída rumo à noitada. a idéia era chegar no planet pop já completamente alcoolizado, a fim de reduzir os danos provocados pela má qualidade musical, mas acabei não bebendo tanto assim.
nos encontramos e mesmo sóbrio, rumamos para o via funchal.

o fato de não estar bebado, poderia ser amenizado pelo lance da boca livre. caso realmente rolasse uma fartura nababesca, a gente teria como ficar bebado em pouco tempo e o sofrimento seria diminuto. mas até então, tudo era uma incognita.
e se a gente chegasse lá e não tivesse porra nenhuma do prometido? apenas baianos e música ruim? o suicídio seria levado em conta caso o cenário encontrado realmente fosse esse.
muita tensão no caminho, não conseguíamos imaginar um único segundo de diversão nas proximas horas.

chegamos à maldita vila olimpia, e a rua funchal tava infestada. o carro andava a 0,5 km/h e as piores previsões ja estavam começando a se concretizar. depois de um bom tempo, conseguimos parar e o carro, e descemos pra entrar na casa.

nessa hora, achei que havia algo errado. peguei até o ingresso do meu bolso pra conferir se estavamos realmente no dia e local certos, pq o que eu vi ali era uma festa infanto-juvenil. imaginei ser um show do high school musical.

5a série B em peso no planet pop. eu tinha pelo menos o dobro da idade do muleque mais velho ali. era um jardim da infancia em plena madrugada! imaginei que o dr. eugenio chipkevic faria uma festa e tanto ali.

depois de uma sensacional furada na fila, onde fizemos nossa idade valer alguma coisa, entramos naquela merda e levaram a gente pra nossa mesa.
nos deram uma daquelas credenciais de colocar no pescoço. nessa hora pensei “rapaz, isso aqui pra pegar mulher é tiro e queda”. mas olhei em volta e qqer sacadinha mais marota poderia render uma cadeia pra mim, já que a juventude era latente em todas as pessoas ali. exceto nós três.

quando chegamos na mesa, foi como um oásis.
a música tava tenebrosamente ruim, a pivetada infestava todo o lugar, mas aí adentramos ao nosso camarote e vi a mesa armada.
confesso que na hora me senti o tony montana, só que sem os trabucos e o pó. pq de resto, tava tudo la.
um balde gigante de cerveja no gelo, garrafas de whisky, vodka, energéticos, vinhos, até uns rangos meio de veado, tipo mussarela de bufala com tomate seco, carpaccio e coisas assim.
pau no cu de tudo isso, simplesmente abracei o balde de cerveja e virei a primeira long neck como se eu tivesse ficado 28 horas andando no deserto do saara.

eu, livinha e vina fizemos um pacto. ficarmos bebados o mais rapido possível, assim conseguiriamos ver graça em alguma coisa.
de cara limpa, eu pegaria meu lança-chamas e não sobraria um único filho da puta ali.

dito e feito, a gente bebia tanto, e tão rápido, que em coisa de 15 minutos a alegria era total.
livinha, com toda sua sensualidade, xavecou o garçom e além de tudo que tinha na mesa, o cara trazia ainda mais coisa por fora. estávamos na gozolândia.

aí chegou o glorioso marcel, já citado ali em cima como o sr. incrível. e ele nos fez passar uma das grandes vergonhas da noite.
na tentativa de fazer uma média com os caras da gravadora, ele nos chamou e disse.

marcel: pessoal, obrigado por terem vindo, viu? mas vamos lá agradecer ao pessoal pelo convite. é coisa rapida, só pra fazer uma social.

nisso, ele pegou um dos pratos de mussarela de bufala com tomate seco, pra levar pro cara.
fomos atras.
chegamos no camarote dele, e rolou aquela falsidade, abraço, tapinha nas costas e bla bla bla.

marcel: então, trouxemos aqui pra vocês, como gratidão!

e entregou o pratinho de mussarela de bufala.

cara da gravadora: ah, beleza.

e colocou na mesa dele. aí veio a vergonha.
o cara era o dono daquilo tudo, tinha caviar, champagne, mulher pelada e tudo mais que vc pode imaginar na mesa dele. aí me vem um filho da puta trazer um presente que era de graça?
pro caralho com o sr. incrivel, nem o cachorro do cara da gravadora devia comer aquela mussarela de bufala vagabunda.

nisso, olho pro palco, e tem um puta dum arrombado lá em cima.

arrombado: galera, bem vindos ao PLANET….
publico: POPEEEEEEEEE!!
arrombado: PLANET!!!!!!!!!
publico: POPEEEEEEEEEEEE!!!!lç^!!!!!

era demais pra minha cabeça, todos os limites de arrombadice já haviam sido excedidos.

voltamos ruborizados pra mesa, e aí tive uma bela visão.
no camarote ao lado do nosso havia uma senhora potranca. um cavala pra ninguém botar defeito, e pelo menos na aparencia, tinha mais de 18 anos.
era uma esperança e tanto. já embriagado, abracei a livinha e falei.

eu: livinha, ta vendo aquela ali? (e apontado na maior, sem cerimonia)
livinha: to sim
eu: to indo la. e pode anotar: vou faturar!!~~!
livinha: hahaha
eu: estou falando serio, eu vim com vocês, mas vou embora com ela!

não entendi o pq da risada dela, mas tudo bem.
saquei mais uma cerveja, estufei o peito pra deixar minha credencial bombando e colei na gatinha.
não lembro exatamente de nenhuma palavra que eu falei. mas acredito ter lançado os melhores galanteios do mundo, no estilo julio iglesias. pura sedução, ao som de crazy frog. não tinha como dar errado.

acontece que a cavala ainda não tinha caído na minha, era um misto de desconfiança e desconforto. eu falava, falava, falava e bebia, bebia, bebia. e nada dela me responder.

na sequencia, ela saiu da mesa.
“ah, beleza, foi no banheiro” eu pensei. e sentei com mais uma cerveja pra espera-la voltar. la na outra ponta, livinha e vina rindo pra caralho de mim. continuava sem entender nada, mas foda-se. eu sou mais eu.

passados alguns minutos, e aquele monumento em forma de mulher voltou.
la fui eu novamente encher a orelha dela com groselhas sedutoras. falei, falei, falei, falei, mostrei a credencial, ofereci tudo que tinha na mesa pra ela. e nada. nem uma resposta, por mais negativa que fosse. era puro nojo a cara dela.

mas aí ja tinha virado questão de honra. aquela piranha teria que falar comigo, por bem ou por mal. agora que eu nao desistiria mesmo.

novamente, ela saiu da mesa.
ela não tava bebendo nada, pq tantas indas ao banheiro? será que a vadia tava com caganeira em pleno planet pop?

mesmo com essa dúvida, assim que ela retornou, fui la em mais uma tentativa de sapeca-la.
nesse momento, colei nela e vi um sorriso. “caralho, agora vai!!!”, pensei na hora.
e ja lancei uma piscadela de olho.

foi quando senti três toques no meu ombro, como alguem me chamando.
mas não era tapinhas normais, foram três marretadas servidas.
“porra, quem ousa interromper meu processo de sedução?!?”. fiquei puto e simplesmente empurrei aquela mão do meu ombro sem nem olhar. fiz um movimento semelhante àquele quando vc vai tirar as caspas que caem no ombro. puro desprezo.

mas aí vieram mais três marteladas, e mais fortes. até tombei pro lado.
e o sorriso da garota lá, estampado no rosto.
me virei, e não vi nada além de um terno e uma gravata. “porra, que merda é essa?”
e olhei pra cima.

o que vi ali, foi um crioulo engravatado de pelo menos 2,60 mts de altura. o negro tinha proporções jamais vistas. ele deixava o shaquille o’neal parecendo o nelson ned.
o maluco então abaixou e me falou.

crioulo: amigão, boa noite. se você dirigir mais uma palavra pra essa moça, apenas mais uma, eu te jogo lá embaixo, você entendeu?

arregalei o olho e fiquei sobrio na hora. uma simples ameaça daquela muralha africana foi suficiente pra me apavorar.
olhei pra baixo, e nosso camarote estava a uma altura consideravel do chão.
agora quem estava na iminencia de uma caganeira sem limites era eu.

tudo fazia sentido. desde as saídas da garota, que na verdade tava indo reclamar de mim pro segurança, ate o sorriso dela no final, feliz por ver minha fodeção.

lógico que atendi à ordem do negão, a insanidade não havia tomado conta de mim ainda.
sentei e fiquei bem quietinho, apenas observado a livinha e o vina passando mal de rir da minha cara. as risadas deles eram mais altas do que o som do cuzão que tava no palco aquela hora.

quando eles se cansaram da minha desgraça, resolveram que era a hora de irmos embora.
claro que topei, não tinha mais nada que eu pudesse fazer ali, a noite estava literalmente acabada pra mim.

mas eu não poderia sair derrotado, a afronta do segurança somada ao toco da morte que levei daquela biatch haviam mexido com meus brios. eu não dormiria se saísse assim, sem nenhuma vitória.

pois no caminho até a saída, vi algo que poderia nos salvar.
na saída do camarote pra pista, havia um pequena confusão. um aglomerado de pequenos arrombados que queriam entrar nos camarotes pra desfrutar daquela boca livre. mas claro que nenhum deles possuía o que nós possuíamos: as credenciais.

aquele objeto era desejado por todos ali, as nós estavamos indo embora. de nada valiam mais pra gente.
e aí veio o clique:

eu: caralho, vamos vender essa merda!
livinha + vina: puta que pariu, vamos!

saímos do camarote e no meio da confusão de pivetes, eu puxei um pelo braço.

eu: aê muleque, ta a fim de subir no camarote?
muleque otário: logico!!!!!!!
eu: seguinte, cara, TÁ CHEIO DE MULHER LÁ EM CIMA, vc não vai querer perder essa né?
muleque otário: meu deus do céu, o que preciso fazer, tio????!?!?!?
eu: temos credenciais pra você e pros seus amiguinhos, é só comprar da gente! (nisso peguei as 3 credenciais e mostrei pro pivete, que foi à loucura)
muleque otário: nossa, quanto custa?
eu: me dá tudo que você tem aí!!!!!

eu tava transtornado, toda a frustração pela bitch e pelo segurança tavam sendo descontadas no pequeno trouxa.
ele sacou 30 reais. eu ri e falei:

eu: vc ta louco, né? pega mais, mais!!!! são 3 credenciais!
muleque otário: claro claro, desculpa, peraí

ele chamou os amigos, fizeram uma vaquinha e juntaram incríveis 120 reais.
topamos na hora, entreguei os 3 artefactos pro pivete e saímos vazados dali com a grana dele.

o que ele nao sabia: pra subir ao camarote, era necessaria credencial MAIS o ingresso, coisa que ele não tinha.
o arrombado junior provavelmente ficou a ver navios, 120 reais mais pobre e misturado à ralé a noite toda.

o meu objetivo inicial não foi atingido, óbvio. mas saí de lá feliz, alguém pagou o pato pela minha derrota e isso foi suficiente pra devolver minha auto-estima e mantê-la em alta por um bom tempo.

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as novas sheilas do tchan

August 7th, 2007 by andrechaos

apesar de tanto sofrimento, como no caso da jal e da velhota maconheira, os anos em que trabalhei na credicard foram extremamente divertidos.

estávamos no começo dos anos 2000, eu havia acabado de fazer 20 anos e começava a aspirar coisas maiores pra minha vida. então foi natural que com cerca de 2 anos trabalhando lá, eu tivesse uma vontade danada de vazar.

mas não podia simplesmente pedir as contas. afinal, seriam 2 anos jogados no lixo. fgts, multa recisória, seguro desemprego e todo esse bla bla bla chato e burocrático, mas que deve ser levado em conta nessas horas.
enrolei vários meses, indo trampar desmotivado e de saco cheio com tudo. era realmente uma bosta, mas beleza, o dinheiro manda, então topei ficar lá.

até que um dia, deus mandou um emissário até a credicard. esse emissário reuniu geral no auditório e anunciou um programa de demissão voluntária. ou seja, quem quisesse rapar fora daquela merda, era só pedir que seria mandado embora com todos os direitos.
não esperei nem o cara terminar de explicar. no meio da palestra ja saí correndo rumo ao rh. era um sonho virando realidade.
ficaria livre de todas as atrocidades da credicard, e ainda levaria um bom dinheiro até que arrumasse um novo emprego.

sem titubear, cheguei ao rh e efetuei todos os passos necessários. documentos acertados, exame médico feito, papéis assinados e pronto. chegou minha última sexta feira no trabalho. ritmo de festa total, faltou pouco pra que eu fosse trabalhar de sunga e havaianas, tamanha era a alegria.

na época a gente fazia um horario bizarro, nao lembro com exatidão, mas acho que saíamos as 3 da tarde.
entao amigos, 3 da tarde + sexta feira + ultimo dia de trabalho = party hard.
fomos direto pra gloriosa padaria cpl. eu, gustavo, alex (sim, o mesmo da pastinha cospe fogo) e charles. éramos a turma mais temida da empresa. tanto que, ninguém mais quis ir na minha despedida. hahahah

pois bem, sentamos na padoca e tome cerveja. e mais cerveja. muita cerveja. intercalando-se com generosas porções de provolone à milanesa, frango a passarinho, batata frita e outros clássicos botequeiros.
era uma fartura, ninguém se preocupava com a conta. um amigo deixando o trabalho era algo a ser celebrado. foi realmente um dia especial.

por volta das 6 horas da tarde, chegamos a um consenso de que era a hora de irmos embora. afinal, cada um morava em um lado da cidade e eu, além de tudo, ainda ia pra santos naquela noite.
pagamos a conta e saímos da padoca, onde cada um seguiria pro seu lado.
nesse momento, ouvimos um buzinaço, seguido de “uhuuuu, gatinhossss, lindossss, gostososssss!!”.
obviamente não imaginávamos que era pra gente, mas havia um carro passando com duas mulheres histéricas, gritando em nossa direção.

não entendemos nada, mas o carro logo fez a curva pra esquerda e parou. resolvemos averiguar.
ao virarmos a esquina, vimos o tal carro parado, e duas mulheres paradas do lado dele. elas estavam nos esperando!
“que porra é essa?!”, foi o pensamento que recheou a cabeça dos 4 naquela hora.

as mulheres estavam longe de serem beldades esculturais. na verdade eram tiazinhas, uma delas até meio balofinha.
como uma era loira e a outra morena, em menos de 10 segundos apelidamos as duas de sheilas do tchan depois da feijoada.
só pra constar, a gordinha era a sheila melo.

descemos algumas casas e lá estávamos, frente a frente com as duas.

tias: oi meninos, tudo bem?
os 4: opa, tudo ótimo e vocês?
tias: também! pra onde tão indo? vimos você ali e resolvemos parar! hihihihihihihi
os 4: (na hora pensamos: ‘fudeu, cada um vai pro lado’, mas eramos muito amigos, entao conseguimos disfarçar direitinho) então….a gente tava ali tomando uma cerveja, mas agora com vocês aqui, vamos pra onde vocês quiserem!

o clima de paquera estava solto no ar, flertes mil rolavam sem parar.
as tias deviam estar se sentindo no auge da mocidade, atraindo a atenção de 4 jovens pelo menos 15 anos mais novos do que ela.

tias: então vamos, oras!

nessa hora eu e o alex, entramos rapidamente no carro das tias, deixando o charles e o gustavo pra fora.
fomos bem malandros, pois como o charles tava de carro, eles teriam que nos seguir.
ou seja, no caso das tias estarem dispostas a uma sacanagem das boas (e tudo desenhava-se pra isso), e eu o alex teríamos total prioridade nesse jogo do amor.

esperamos o charles pegar o carro dele, e saímos.
eu iria para o jabaquara, pois como mencionei ali em cima, teria que pegar um busão pra santos. já o alex, morava em santo amaro, então pra ele descer no jabaquara seria uma boa também, afinal ali passam vários busões pra zona sul.
as tias disseram que tavam indo pra praça da arvore, que é muito perto do jabaquara. então tava tudo perfeito.

de pinheiros até a praça da arvore, as tias se insinuaram de forma non stop.

tias: nossa, vocês dois são lindos
tias: hmmmm…tenho uma filha quase da sua idade, mas não quero te apresentar pra ela não! hihihihi
tias: meu marido ta trabalhando agora, não se preocupem.

todas essas frases foram repetidas várias vezes, sempre com caras provocantes por parte delas.
eu já conseguia vislumbrar a capa do filme pornô que filmaríamos aquele dia. a safadeza das tias era algo nunca visto antes, tudo estava pronto que faturássemos as sheilas do tchan. tentei inclusive, puxar o catalogo da brasileirinhas na memoria, pra ver se não as conhecia de alguma película erótica.
não preciso dizer que o charles e o gustavo, queria teriam que nos seguir, se perderam. então agora ficamos no mano a mano.
as duas sheilas contra eu e o alex.
entre uma brincadeira e outra, a sheila melo falou:

sheila melo: olha, preciso passar no escritorio pra pegar um documento, mas é super rápido. aí depois a gente fica livre!

nossos olhos até brilharam, eu e o alex esfregávamos as mãos de ansiedade. as coroas acharam os homens certos pra entretê-las em suas pacatas vidas.

chegamos no tal escritorio. a sheila melo desceu do carro, enquanto a scheila carvalho ficou lá com a gente.
nessa hora, o celular da sheila melo tocou. uma, duas, três vezes. incessantemente.
a scheila carvalho então, pegou o aparelho pra ver quem era.

scheila carvalho: fudeu, é o marido dela!!!!!~~ç!!!!
eu e alex: !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

a casa caiu, o chifrudo deve ter visto o carro da mulher dele com dois sujeitos dentro, e tava ligando pra tirar satisfação.
eu já tava olhando ao redor pra ver de onde viria a bala que me mataria.

nisso, a sheila melo voltou pro carro e pegou o celular.

scheila melo: fudeu, meu marido ligou!!!!!!!~~!#!!!!!
eu e alex: já sabemos disso, porra!!!!!!!

sheila melo ligou pro marido. na verdade ele não nos viu, mas tava indo mais cedo pra casa.
a loira ficou apavorada, chegava a tremer.

scheila melo: minha casa é aqui perto, ele não pode ver vocês. vocês têm que ir embora agora!
eu e alex: mas caralho, nem sei onde eu tô!!! você não vai largar a gente aqui!!!!!
scheila melo: já sei, a avenida jabaquara fica ali em cima, deixo vocês lá
eu e alex: beleza

eu tava suando de medo do cara nos ver, mas a sheila melo tava terrificada. ela tremia e mal conseguia dirigir.
andamos duas quadras no estilo rally paris-dakar, ela cortava todo mundo pra poder nos desovar o quanto antes.

chegamos no destino. mas ao invés de chutar a gente do carro, ela pediu mil desculpas pelo imprevisto.
e não contente, sacou 50 reais e nos deu. isso mesmo. 50 reais, assim, do céu, direto na minha mão.

descemos voando do carro, ainda com medo dos tiros que poderíamos levar. lembrei na mesma hora da frase “mulher casada tem cheiro de pólvora”. mas ninguém me avisou que era casada quando eu entrei no carro!!!

enfim, paramos no primeiro bar, trocamos a grana pra poder dividí-la e fomos embora, cada um pro seu destino.

alêm de bêbado, eu tava tenso demais, o que fez com que a viagem pelas curvas da serra do mar fosse a pior possível.
cheguei em santos como se nada tivesse acontecido, e capotei a noite toda. dormi com a sensação de alívio, após nosssa aventura quase ter se tornado uma tragédia.

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a velha regina e sua macoínha

July 31st, 2007 by andrechaos

fiz um post aqui uma vez falando sobre as atrocidades que eu já ouvi em meus locais de trabalho.
uma delas, que provavelmente eu considero a mais estúpida, foi feita por um sujeito chamado dênis.

eu trabalhava na credicard, acho que em 2001ou 2002, e no primeiro dia desse cara ele foi se apresentar pra todo mundo e tal.
aquele bla bla bla corporativo de sempre.
perguntaram: “vc veio de alguma empresa ou do mercado?”
essa expressão “do mercado” é sinônimo de “vc era um filho da puta desempregado”. simples assim.

então queriam saber se o cara saiu de alguma empresa pra ir pra credicard, ou se ele tava parado.
mas o gênio associou mercado à supermercado, e lançou a espetacular frase “é, eu vim do pão de açucar pra cá”.
sim amigos, antes de chegar no escritorio, ele havia dado uma passada no pão de açucar pra tomar café da manha.

mesmo com essa impressionante demonstração de jumentice, o dênis continuou trabalhando lá. mas era obviamente subestimado por todos. sua inteligência era nula perante aos colegas.

outra pessoa que fazia parte da equipe, era a regina. uma tiazinha muito zuada, já com seus 45 anos mais ou menos. uma senhora batalhadora, daquelas que vc sente até um pouco de pena, pq com essa idade ela se submetia ao mesmo salário que eu, na época com 20 anos.
mas como ela era chefe de família, não tinha escolha. aonde desse algum dinheiro, ela tinha que ir.

fumante compulsiva, a regina tinha o habito de chegar no trampo as 8 da manha, ligar o micro, e descer pra fumar o primeiro cigarro do dia. era comum, todos sabiam dessa rotina dela.

o dênis sentava-se na primeira mesa do andar, então todos que saíam do elevador passavam obrigatoriamente pelo lugar dele.
era a pessoa mais bem informada do setor. sabia os horarios e rotinas de todos ali.

num belo dia (lembre-se que ainda eram os primeiros dias do dênis na empresa, a burrice dele ainda era latente na cabeça de todos), a regina chegou e desceu pra fumar. nada demais.
passados uns 10 minutos, a tiazinha retornou, saiu do elevador e passou pela mesa do dênis, ignorando a presença dele, como era de costume.

mas nesse dia, não se sabe o que aconteceu com o dênis. ele teve um lapso de genialidade.
sem tirar os olhos do monitor ou os dedos do teclado, falou em alto e bom som assim que a regina estava ao lado dele:

dênis: bom dia regina….ja foi lá fumar sua MACOÍNHA hein? (assim mesmo, no diminutivo!)

a velhota simplesmente parou, incrédula. ela não podia acreditar naquilo que estava ouvindo.
como um sujeito teria a petulância de chamar uma mãe de familia de maconheira no meio do escritorio?!

ela encheu os pulmões, deu dois passos pra trás e se voltou contra o jovem dênis.

regina: VOCÊ TÁ LOUCO, SEU MULEQUE??? VOCÊ SABE COM QUEM TÁ FALANDO?? COMO TEM CORAGEM DE FALAR ISSO DE MIM???? NÃO TE DOU ESSA LIBERDADE, E NEM NUNCA VOU TE DAR!!!!! E SE ALGUM DIRETOR OUVE ISSO??? VOCÊ ME RESPEITA, TENHO IDADE PRA SER SUA MÃE. PELO AMOR DE DEUS, ESTOU HORRORIZADA!! COMO VOCÊ ME CHAMA DE MACONHEIRA??? NUNCA MAIS DIRIJA A PALAVRA MIM, TÁ OUVINDO?? NÃO QUERO NEM QUE VC OLHE NA MINHA CARA, SEU IRRESPONSÁVEL !!!!

a regina falava e cuspia de maneira incontrolável.
o dênis tomou um banho de catarro, tamanha era a alucinação da regina em relação ao que ela tinha ouvido.
confesso que nem lembro quais foram as palavras do discurso dela, o descontrole era fora do comum. ela urrava, se atropelava no proprio pensamento.
era um misto de indignação com ódio mortal. faltou realmente pouquíssimo pra ela desferir alguns safanões no dênis.

por ser muito cedo, poucas pessoas tiveram o privilegio de ver essa cena. mas o que se via entre todos os presentes, eram pescoços esticados por sobre as baias (inclusive o meu), a fim de presenciar aquele incrível show.

depois desse dia, ao contrário do que a lógica mandaria, o dênis continuou com sua ignorância clássica e alguns bons casos aconteceram lá. com o tempo vou colocando aqui.

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pirandela!

July 23rd, 2007 by andrechaos

figurinha carimbada nos meus relatos, a livinha foi fundamental pra que eu me fudesse no caso do cartão da padoca (já que das duas vezes foi ela quem pegou o cartão a mais), e torceu loucamente pra que eu fosse surrado pelos maloqueiros do boca juniors.
mesmo com essas credenciais tremendamente negativas, nunca deixei de ser amigo dela.

certa vez ela me escalou pra uma missão muito importante, e eu aceitei.

a livinha aproveitaria as ferias dela naquele ano pra dar uma recauchutada na lataria. sim amigos, o silicone viraria uma realidade na vida dela em poucos dias.
várias visitas ao cirurgião já haviam sido feitas.
data e horario definidos.
todos os procedimentos já estavam claros na mente dela.

faltava apenas uma coisa: definir o formato dessa incrível adição seu corpo.

e minha missão era justamente essa: ajuda-la na escolha mais insinuante, ousada e sedutora. aquele shape que levaria os homens ao delirio e os faria rastejar aos seus pés.
ela apareceu com varios nomes técnicos pros formatos, coisa que o médico falou pra ela. mandei tudo isso pro caralho. não existe nome ténico quando o tesão pelo corpo de uma mulher está em jogo.

claro que ela não poderia fazer uma escolha mais acertada ao me designar pra essa tarefa. somente um grande conhecedor e apreciador como eu, poderia dizer sem firulas, como seria o peito ideal da mulher do século 21.

diariamente então, relizávamos pesquisas na internet com o intuito de achar um par de seios que fizesse a livinha ter inveja.
várias siliconadas famosas eram mostradas pelo google, um verdadeiro colírio para meus olhos em pleno horário de trabalho.

até que um dia, voltando do almoço, ela falou:

livinha: vamos parar ali na banca de jornal na frente do trabalho, pra ver algumas revistas. quem sabe tem algum peito legal lá.
eu: demorô!

a banca em questão, fica bem na porta do edifício são luiz, onde era o nosso trabalho. como todo santo dia eu passava pela frente da banca, nunca nem reparei em quem trabalhava lá. era rotineiro demais pra que eu me apegasse a tal detalhe.
pois bem, entramos na banca e pegamos as revistas. claro que as playboys e sexys da vida estavam todas lacradas. ninguem quer correr o risco de ter um tarado visualizando a nudez feminina em seu estabelecimento.

o que nos restou então, foram as revistas de moda tipo estilo, marie claire, vogue e outras desse náipe. nada muito tentador pra mim, mas a livinha conseguia sacar alguns peitos maneiros ali. eu, que esperava ver um monte de mulher pelada, comecei a ficar de saco cheio.
foi então que uma voz vinda das profundezas do inferno, balbuciou:

pessoa qualquer: “vocês vão comprar alguma coisa?”

respondemos juntos um “não…” sem nem olhar pra quem disse aquilo.
pensamos algo do tipo “é só o tiozinho da banca enchendo o saco”, e continuamos a folhear revistas que mostrassem seios exuberantes.

foi aí que surgiu uma criatura jamais vista antes. uma mescla do amaral com o corcunda de notre dame, o gollum e o sloth.
era um velhote de pelo menos 120 anos, curvado a quase 90 graus pra frente, andando com extrema dificuldade, tropeçando em tudo. tratava-se da própria besta do apocalipse.

ele vociferava no estilo darth vader com toda raiva do mundo:

velhote: “se não vão comprar, podem ir embora! aqui não é biblioteca, saiam daqui! PIRANDELA!~~!!@@!!!! PIRANDELA!!!!~1^!!!!”

e partiu pra cima da gente, batendo palmas e nos enxotando com a mãos, como se a gente fosse um grupinho de pombas reunidas no parque pra pegar milho do chão. era assustador, mesmo com suas passadas lentas, o velhote crescia de forma alucinante na nossa frente.

com medo de sermos atacados por aquele mutante, cuja origem era tão desconhecida quanto a do jacob do lost, tratamos de largar as revistas e correr pra dentro do prédio.
já lá em cima, tentamos descobrir o que era o tal “pirandela”, sem sucesso. coisa que até hoje permanece um mistério, aliás.

mas aprendi a sempre reparar nas pessoas que trabalham no comércio ao redor do meu trabalho, assim evito surpresas pavorosas como essa.
já a cirurgia da livinha, foi um sucesso, segundo ela. mesmo sem ter visto o resultado, acredito nela…

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