paris hilton escocesa

August 18th, 2008 by andrechaos

vejam vocês, que coisa.
com um ligeiro atraso de mais de dois meses, resolvi voltar a escrever sobre o período em que estive na europa.

claro que a ideia era escrever com frequencia durante minha estada lá, e até que no começo eu tava conseguindo.
mas aí comecei a viajar la por dentro, e o tempo foi ficando escasso. obviamente, a prioridade NAO era escrever nesse blog, visto que havia coisa muito mais legal pra fazer.
eu queria mesmo era postar durante o tempo livre, mas ele deixou de existir depois da minha primeira semana.

aí quando voltei pro braza, um bilhao de coisas aconteceram, e somadas com a minha preguiça, acabei deixando de lado.
mas ok, loguei novamente e la vou eu falar sobre um dia em especial da viagem.

trata-se de uma segunda feira, dia 19 de maio.
eu e o metaller fomos pra edinburgh na escocia, no sabado, dia 17. entao essa segunda feira era nosso terceiro (e penultimo) dia na terra do trainspotting.

e por falar em trainspotting, foi nesse dia que resolvemos ir ate leith, um distrito de edinburgh, onde fica o porto da cidade.
é de lá que saíram os personagens do filme.
pegamos um busao perto do castelo e fomos pro ocean terminal, um shopping que fica na entrada do porto.
é o unico traço de modernidade nessa regiao da cidade, pq puta que pariu, que lugar feio do caralho.
nao me espanta que a galere do mark renton metia heroina adoidado na veia, acho que qualquer um faria o mesmo morando num lugar tao deteriorado como aquele porto. a parada eh realmente sinistra de tao feia e mal cuidada, saquem a foto:

port of leith

enfim, saímos de leith umas 3 da tarde e pegamos o onibus de volta pra princess street, que eh a principal rua da parte nova de edinburgh.
vale lembrar que tava um PUTA sol la, coisa muito rara. apesar do sol, nao tava la um calorao, acho que uns 20, 22 graus, e com um puta vento gelado batendo.
mas claro que isso nao importava pros escoceses. o fato do ceu estar azul e com o sol brilhando, ja foi suficiente pra deixa-los malucos de alegria, e com isso, os parques e praças da cidade ficaram lotados.

bem na princess street, fica o princess street gardens, um puta jardinzao gigante com um gramado bonitao (taí embaixo, ilustrado nessa foto que tirei no dia).
ele fica rebaixado em relação à rua, entao quando passamos por cima, vimos que tava lotado. ai resolvemos entrar pra ver melhor o que tava pegando por la.

princess street gardens

galere deitada tomando sol, jogando bola, fazendo pique nique e bebendo. bebendo muito, geral com sacolas do mercado e enchendo a cabeça de cana.
como nao fariamos mais nenhum passeio turistico naquele dia, pensamos que a melhor coisa era comprar bebida e ficar ali no parque, tentando socializar com um grupo de escocesas loucas pra conhecer brasileiros.
tiramos o par ou impar da morte, pra ver quem iria ate o mercado enqto o outro ficaria no parque.
quem lê esse blog, sabe que nao posso ser considerado um cara sortudo, entao fica implicito que perdi o par ou impar. ate pq, eu perdi mesmo. hahaha

enfim, metaller me deu a grana dele e falou em alto e bom som:
- nao quero tomar cerveja porra nenhuma, me traz VODKA COM RED BULL

como na europa vodka eh muito barato, a galere realmente apavora nesse destilado.
parti rumo ao sainsbury’s e peguei um six pack de carling pra mim (eu nao tomo vodka nem debaixo de pancada), uma garrafinha de meio litro de vodka e 4 latas de red bull pro metaller.

voltei pro parque e fiquei meia hora procurando o rodolffer. qdo achei, o bicho tava deitado na grama tirando um cochilo animal. acordei-o na base da bicuda e entreguei as bebidas dele.
completamente alucinado, ele pegou a garrafinha de agua na mochila, jogou metade da vodka la dentro e completou com red bull. ele tinha entao, 500 ml de bebida nas maos.
logo de cara, meteu uma golada que nao foi brinquedo nao, matou quase metade de uma vez soh. e ainda lançou “porra, parece um suquinho isso aqui!!”
eu nao tinha nem tirado minhas cervejas da sacola, e ele ja tinha perdido o controle da situação.

claro que depois dessa golada monstruosa, ele acalmou e começou a tomar mais devagar, pq mais uma virada daquelas e o hospital seria o destino.
enquanto observávamos o movimento do parque, duas garotas chamaram nossa atenção. uma delas era albina e parecia uma mistura de paris hilton com avril lavigne. a outra tinha uma cara de monga que nao era brinquedo nao.
as duas andavam meio sem destino pelo parque, e pelo que notamos, estavam sempre procurando por quem estivesse com alguma bebida alcoolica a tira colo.
nós as vimos parando em várias rodinhas, se fazendo de amigonas pra poder beber de graça. a familia escocesa, presente em peso naquela tarde, ficou escandalizada com a atitude das duas, que tavam caindo de bebadas e continuavam querendo mais.

a gente tava até achando engraçado, pq elas soh tavam roubando bebida dos outros. se chegassem na gente, teriam que oferecer algo em troca (o corpo?) pra conseguir beber. enfim, elas tavam meio longe entao nem demos importancia.
nesse meio tempo, umas 5 garotas estavam apostando corrida bem na nossa frente.
enquanto elas corriam, dei um grito ridículo de ‘run, forrest, run!’ soh pra fazer uma graça.
nessa hora, as garotas perceberam que eu nao era escoces, e vieram falar comigo:
- de onde vc eh?
- sou do brazil

as 5 garotas arregalaram os olhos e se entreolharam, espantadas:

- brazil??!!?! meu deus, nunca vimos alguem do brazil aqui!!

e nisso, vieram pra cima da gente. juro por deus, elas ficaram passando a mao na minha cara, pegando no meu cabelo, no meu braço. queriam ver se eu era real. parecia que eu era um bicho no zoologico, nem o urso knut foi tao assediado qto eu estava sendo ali. mas assediado de uma forma bizarra e nao legal, eu parecia um e.t. mesmo.
depois de mais umas palavras, as meninas disseram ter 14 anos e precisavam ir embora pra casa, senao os pais iam bater nelas. pra completar, disseram ainda que nao podia contar aos pais que falaram com um cara no parque. hahaha

depois dessa sessão estranha de apresentação, soh restava continuar bebendo.
e como num passe de magica, ao abrir uma nova lata de cerveja, quem aparece?
elas mesmas: paris hilton e sua amiga monga. viram o nosso piquenique etilico e vieram sedentas pra tomar junto. como a essa altura, ja tavamos pra la de bagda, achamos que era uma boa chance de se dar bem em nome de william wallace.

o papo começou descontraído, com os classicos ‘de onde vcs sao? o que fazem aqui? o que tem de bom na cidade?’, pra quebrar o gelo. elas, muito simpaticas (obvio, tavam bebendo na nossa banca) e a gente cheio de amor pra elas.
muito tempo e muito alcool depois, achamos que era hora de avançar uma etapa.
ora, nao faz sentido ficar dois caras beberem com duas garotas sem que o destino final seja a pegação sem limites.
os limites ja nao existiam ali, entao soh faltava a pegação. ja estavamos amiguinhos delas, como a foto ai embaixo prova.

metaller, amiga monga, paris hilton e eu

como dois lordes britanicos, começamos a falar besteira, pegar no cabelo, lançar xavecos baratos e puxa-las pro nosso lado.
nao preciso dizer que tudo isso foi sem sucesso e as duas perceberam na encrenca que tinham se metido. imediatamente as duas vieram com um papinho mole, de que precisavam ir embora pra ver os namorados.
aquilo nos deixou fora de controle

- namorados??!?! vcs passaram a tarde toda bebendo com quem oferecesse bebida e agora vêm dizer que têm namorados?!?@! piranhas, vagabundas do caralho!!!!@^!~~!@!!

as duas, ofendidíssimas (pq sera neh?) foram embora, completamente escandalizadas com o que tinham ouvido.
a gente tava muito puto com elas tambem, e nao iriamos aceitar de graça que elas fossem embora dessa maneira. prontamente nos levantamos e fomos atras, berrando os piores xingos que conseguiamos lembrar em ingles. ‘alcohol whores’ foi o mais delicado deles.

vendo que estavam sendo seguidas, elas apertaram o passo.
apertamos o passo também.

vendo que apertamos o passo, elas começaram a correr.
corremos tambem (com um puta dificuldade, pq a bebedeira ali ja era uma realidade).

vendo que corríamos também, as duas resolveram apelar.
na porta do parque, elas pararam um maluco gigantesco, tipo estivador do porto, do mesmo náipe que tinhamos visto em leith de tarde, e falaram:

- cara, qto vc quer pra dar uma surra naqueles dois ali?

o cara mediu a gente, viu o estado etilico e falou na maior tranquilidade:

- 10 libras

aí, a paris, também na maior tranquilidade, meteu a mao no bolso e começou a contar o dinheiro pra dar pro cara.
qdo vi isso, nao restou nenhum grau do alcool no meu corpo, fiquei sobrio em 2 milissegundos, puxei o metaller pelo colarinho e sai correndo loucamente pelas ruas de edinburgh.
se tocasse lust for life naquele momento, seria a reprodução exata da cena inicial de trainspotting.
corremos feito dos filhos da puta, ate que finalmente chegamos no hostel. puta alivio, sentei no sofa da sala de jogos pra descansar e me refazer do susto.

metaller, que ainda estava insanamente bebado (afinal, tomou um litro de vodka num espaço de umas duas horas), inventou de jogar sinuca. enqto armavamos a mesa, chegaram dois australianos, e pediram pra jogar contra a gente.
os caras tavam muito capengas, bebados ate os ossos. bem piores que a gente.
quando começou o jogo, os dois levaram espetaculares 5 TACADAS pra acertar a bola branca pela primeira vez. isso mesmo, foram 5 tentativas pra que eles começassem a jogar.
e nao me pergunte como, nem porque, mas os dois ganharam o jogo da gente…

surra no bilhar

qdo a gente saiu correndo do parque, ainda tinha algumas cervejas na minha mochila, entao fui ate a cozinha pega-las, ja que eu tinha colocado na geladeira.
ao voltar pro salao de jogos, o metaller nao tava la. pensei na hora ‘FUDEU’, pq ele estava realmente descontrolado, pra fazer alguma merda e a gente ser expulso do hostel nao custava nada.
fui procura-lo, e ao chegar no refeitorio, o arrombado estava debruçado em cima de duas minas, falando as maiores groselhas da terra. tava até babando em cima delas.

cheguei e tirei o metaller, pedi desculpas pras minas, que visivelmente incomodadas, aceitaram.
ele ja tinha chegado no limite, e vale frisar que ainda eram 8 da noite. tava um puta sol na rua e o dia do metaller ja tinha ido pro lixo. fui o arrastando ate o banheiro, tranquei ele la dentro e comecei a gritar ‘vai seu cuzao, vomita nessa porra!! vomita essa merda toda, seu viado’.
de dentro do banheiro, vinham urros guturais, o cara tava vomitando os últimos 6 meses da vida dele, nao era possivel.
cada um que passava no corredor, olhava pra mim com uma cara de tipo ‘porra, tem alguem muito mal ai dentro hein…’
quanto mais ele vomitava, mais eu botava pilha pra vomitar mais. quase apanhei, quase fui expulso do hostel e tomei uma surra na sinuca de dois caras que tavam piores que o jeremias, entao eu queria mais eh que o metaller vomitasse o figado dele inteiro ali.

entre um urro e outro, vejo algo estranho pelo chão.
por baixo da porta do banheiro, eis que surgem rios de vômito…
‘FILHO DA PUTA, VOCE TA VOMITANDO NO CHAO, SEU MERDA!!!~!@@!”‘
mandei ele abrir a porta na hora, e nao deu outra. o bicho tava caidaço, vomitando no chao…
por um milagre de deus, ele nao vomitou nele mesmo, mas aquele banheiro tava pior que estadio em jogo do corinthians.
ou seja,  mais uma deixa pra que a gente fosse expulso do hotel.
eu precisava agir rapidamente. mandar o metaller pra cama e limpar aquela merda toda antes que alguem visse.
ele tinha parado de vomitar, entao novamente peguei pela gola e fui arrastando ate o quarto. o nosso quarto tinha mais 8 pessoas, mas por sorte, naquela hora tava vazio. claro que, pra minha degraça, a cama do metaller ficava na parte de cima do beliche, e como ele nao eh nada magro, fiz um esforço danado pra bota-lo la em cima.
ao deitar, ele balbuciava coisas sem sentido e babava feito criança.
mas agora que se foda, ele ja tava seguro e eu precisava voltar pro banheiro.
corri la e achei uns panos velhos, que usei pra passar no chao e escondi atras do cesto de lixo.

ufa, missao cumprida, o terreno ja estava limpo, metaller capotado e eu, sozinho as 8:30 da noite na escocia.
comecei a me animar com a ideia. voltei pro salao de jogos e achei uma das meninas que o metaller caiu em cima.
fui falar com ela, muito simpatica (e aquela altura, era linda, ja que eu tava num 0×0 de dar dó). mas tinha um defeito grave: era americana.
como nao sou preconceituoso, perguntei ‘obama ou hillary’.
ai ela botou pra fuder: ‘nenhum dos dois. mccain’
a filha da puta alem de americana, era pro bush!!! veio com um papo que tinham que continuar no iraque, meter bomba nos arabes e tudo mais.
foi demais pra mim e sai de lá.

resolvi ir pra rua e tirar mais algumas fotos da cidade. fiquei andando ate de madrugada e foi divertido, como era uma segunda feira, a cidade tava deserta, gostei de fazer isso.

no dia seguinte, metaller acorda com um ‘porra, que que aconteceu? nao lembro de nada…’
talvez lendo esse post, ele lembre…

voce pode ver mais fotos que ilustram esse post no orkut, flickr e facebook.
se vc ainda nao viu, confere la.

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ahhhh itaaaaalia!

April 17th, 2008 by andrechaos

esses dias eu tenho percebido porque gente rica nao fica triste nunca.
bateu tristeza? vai viajar pra europa. hahahha

planejar essa viagem ta sendo legal pra caralho, mas fazer planos com muita antecedência, como eu tava fazendo, nem sempre funciona.
por exemplo, eu passei os últimos 4 posts falando da final da champions league, torci ate pro arsenal chegar na final, pq aí eu poderia ver o jogo em londres e bla bla bla.
o arsenal nao foi, mas o chelsea ta la, firme e forte com boas chances de ir pra final.

mas tudo mudou pra mim. haha
nao estarei mais em londres no dia 21. isso pq eu e cabeller tavamos planejando uma viagem pra italia, assim que voltarmos de edinburgh. numa rapida passada no skyscanner.net, achamos uma parada muito doida. um vôo de londres pra milao, DE GRAÇA. isso mesmo, 0,00 pounds. haha
com um probleminha, esse preço só valia pro dia 21, dia do jogo. como eu to economizando até troco de padaria pra essa viagem, nao podia desperdiçar a chance. pronto, compramos! apesar da passagem ser de graça, eh preciso pagar a exorbitante quantia de 10 libras, pra taxa de embarque. hahaha mais barato que ir pra praia grande!

passagem pra milao!

o foda vai ser a correria. terça feira chegaremos em londres de edinburgh as 21 horas e quarta as 15 ja embarcamos pra itália. loucura total.vamos chegar em milao quarta feira no fim da tarde, e eh correr pra achar um bar que transmita a final. aí depois eh soh alegria.
quinta vai ser dia de turista total, duomo, san siro, museus e tudo mais.

por enquanto, a ideia é:
quarta e quinta: milao
sexta: pisa e firenze
sabado: firenze
domingo: firenze e roma
segunda e terça: roma

compramos a passagem de volta pra terça a noite, de roma pra londres.

passagem de roma pra londres!

bom, por enquanto eh isso. e olha que chegando de roma ainda tenho 10 dias na europa. hahaha
logo devem pintar novidades também!

e ah, faz tempo que nao falo, meu roteiro aqui aqui no google maps, sempre atualizado!

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born slippy

April 14th, 2008 by andrechaos

agora que meu cartão virou, posso dar andamento aos procedimentos da viagem. haha

hoje eu e metaller compramos as passagens pra edinburgh, na escocia, terra do trainspotting!
vamos pra la no sabado, dia 17, cedinho (cedinho meeeesmo, vamo ter que ir direto do pub pro aeroporto) e voltamos na terça de noite.

a gente ia de trem, eu tinha visto as passagens ha uns 20 dias e tava bem barato.
mas esses cretinos do caralho duplicaram o preço, e ai infelizmente vamos de aviao mesmo. de trem deve ser mais divertido, mas pau no cu. a diversao mesmo vai ta la em edinburgh!

ticket pra edinburgh!

no dia seguinte da nossa volta, vai acontecer a final da champions league (se vc ta acompanhando o blog, ja sabe disso!). e aí tamos num dilema, metaller quer ir pra manchester de qualquer jeito, e eu quero ficar em londres. mas soh se o chelsea tiver na final, claro. se for manchester x liverpool, ate topo ir pra la tbm. vamos ver que merda vai dar nessa semifinal.

e nos outros dias dessa semana, a viagem pra tallinn deve rolar tbm, vamos ver as passagens logo mais.
fica ligado aí!

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andrechaos european tour!

March 10th, 2008 by andrechaos

ô rapaziada!
quanto tempo hein…essa semana faria 3 meses que não postava aqui.

um longo inverno!
em parte, foi por preguiça. mas o grande motivo mesmo foi a falta de histórias legais pra escrever. postar qualquer coisa não faz o meu tipo, então preferi ficar recluso a escrever bobagem.
quer dizer, bobagem foi o que mais escrevi aqui, mas acho que vcs me entenderam.

enfim, o motivo de eu tirar a poeira do blog é exatamente o título desse post.
depois de alguns anos com vontade, mas enrolando, resolvi ousar e vou partir pra uma trip doida pela europa.

peguei minhas férias aqui no trampo e dia 11 de maio, bem no dia das maes, me mando pra lá.
fico 26 dias, e a principio vou passar pela alemanha, inglaterra, escócia, itália e estonia (haha nem eu sei onde fica isso, mas o metaller botou pilha e devemos ir pra lá mesmo!)

por enquanto, meu roteiro está com frankfurt, londres, edinburgh, firenze e tallinn. não sei exatamente quais datas e quantos dias ficarei em cada lugar, mas se alguém tiver interesse em acompanhar as novidades, fica ligado por aqui.

e claro, durante a viagem vou tentar postar algumas doideras do velho mundo.
pra quem gostava das histórias insanas que rolaram por aqui, torça pra que aconteçam várias por lá!

aí embaixo vou botar o mapa provisorio da viagem, clicando nele, vc vai direto pro google maps com meu roteiro. sempre que houver uma mudança e quando eu definir os dias de cada cidade, vou mudar lá também.

por enquanto é isso, tenho muita correria de passagem, passaporte e documentos até lá, então lá vou eu!

minha trip, por enquanto!

 

até mais!

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shame on me, rock n roll!

September 24th, 2007 by andrechaos

saiu ontem (domingo, 23 de setembro) uma matéria do marco bezzi no jornal da tarde sobre essa nova onda do momento, que são as pequenas casas de shows aqui em são paulo bancarem a vinda de bandas internacionais não tão conhecidas, mas que têm seu público por aqui.pra fazer o texto, claro que ele conversou com os empresários e donos das casas, dando um panorama legal de como isso tem funcionado nos últimos tempos.
mas ele precisava também de algumas palavras de quem frequenta essas casas. então ele me chamou pra falar a respeito, ainda no calor do show do nashville pussy semana passada.

topei falar na boa e como ele precisava também de uma garota que tivesse ido ao show das donnas em agosto, indiquei a mell e ela também aceitou.
respondemos algumas perguntinhas e acabou nem saindo tanta coisa do que falamos, mas mesmo assim foi legal.
a matéria ficou boa e ainda por cima tive a oportunidade de colocar minha foto com chifrinhos num jornal de grande circulação do brasil. nada como passar vergonha outra vez em nome do roque!!!! (a primeira foi aqui)

tem um print da matéria aí embaixo (clica nela se quiser ver maior), e logo depois transcrição do texto.

matéria do jt

(clica aí em cima pra ver a matéria em tamanho maior!)

 

 

Fica logo ali na esquina

Casas de porte médio como Clash e Inferno se especializam em trazer atrações internacionais para seus palcos

MARCO BEZZI, marco.bezzi@grupoestado.com.br

Pareciam favas contadas. Era alguma banda gringa decidir tocar em locais menores no Brasil que as primeiras desconfianças surgiam: “Será que o som vai prestar?”, “A casa tem ar-condicionado?”, “O show vai atrasar quantas horas?”. E tanto os mais novos como os viúvos de casas como Aeroanta e Damashock sabem que um circuito saudável precisa mais do que apenas casas e arenas gigantescas para funcionar.

A fim de dar vazão para bandas que não teriam chance de encher um Via Funchal ou um Credicard Hall, produtores, donos de agências e músicos decidiram dar um basta na cultura que confundia independência com amadorismo. Duas casas que abriram suas portas recentemente, a Clash Club e o Inferno, demonstraram neste mês que é possível viabilizar sem mortos e feridos a vinda de artistas internacionais para tocar em locais que suportam 500, 600 pessoas.

Os shows das bandas The Donnas, New Model Army e Nashville Pussy, respectivamente na Clash e no Inferno, foram a prova definitiva de que o que funciona no exterior pode funcionar por aqui também. O dono da Clash, o jornalista e também proprietário da agência Circuito, André Barcinski, explica: “Cuido de tudo: visto de trabalho, passagens, estadia. Sempre que vou fechar com uma banda internacional tento trazer parceiros de outros estados e países, como Argentina e Chile, para os custos, especialmente os das passagens, serem abatidos. E tudo adiantado”. Passagens estas que acabam levando boa parte do orçamento. No caso do New Model Army, foram 9 Londres-São Paulo, São Paulo-Londres com trechos no patamar de 2 mil dólares.

Alessandro Padovano, um dos proprietários do clube Inferno, também quer profissionalizar cada vez mais a vinda de artistas gringos. “Foram 6 shows a U$ 2 mil cada que fechamos para a turnê do Nashville Pussy”, explica. Os tempos de tocar por cerveja e pizza já eram. “Artista que se propõe a fazer isso já demonstra que não tem nenhum profissionalismo”, afirma Barcinski.

Fabiana Batistela, uma das sócias da agência Inker - que viabilizou para o Brasil a vinda de bandas como Pixies, Weezer, MC5, Supergrass e Mudhoney - fala das principais dificuldades dos produtores e donos de casa no Brasil: “Uma dificuldade é a diferença de estilo de trabalho do brasileiro e do gringo. Brasileiro acha que pode resolver tudo de última hora, que tudo vai dar certo. Gringo gosta de tudo muito bem combinado e certinho, quanto mais cedo melhor”, fala.

É para não correr o risco de entrar numa roubada que Padovano pretende fazer do Inferno uma produtora de shows que realize da maneira mais profissional todos os trâmites necessários. Para este ano, ele promete em dezembro a apresentação de Jon Spencer. Para o ano que vem, além de armar um festival de bandas alternativas com outras casas, Padovano sonha em trazer o The Cramps, queridinhos de 11 entre 10 roqueiros antenados.

Já com know how conhecido, a Clash receberá o duo Digitalism - única atração que estava confirmado para o festival Nokia Trends, que foi adiado - no dia 6 de outubro. O thrash metal do Exodus em novembro e o hardcore do Less Than Jake para o ano que vem são apostas de Barcinski. Para tanto, conta com o senso profissional também dos gringos. “Uma banda como o Mudhoney está acostumada a viajar de van e de ônibus. Entende que cada caso é um caso. Já fui obrigado a reservar 15 quartos de hotel para uma banda brasileira que nem os usou. Tratar com artista nacional é muito mais difícil e custoso, por incrível que pareça”, lamenta Barcinski. Outro ponto fundamental para um evento ocorrer com sucesso é sua divulgação. A internet faz o seu papel. “Fico sabendo dos shows geralmente pela internet ou revistas alternativas”, diz a publicitária Mellina Kulike Passi, 22 anos.

Já o webdesigner André Motta, 22, vê na proximidade da banda uma das vantagens para se locomover a esses tipos de locais: “Geralmente os palcos são pequenos e o público fica perto da banda. Assim a energia é muito maior e os shows mais intensos”. Ponto para eles.

 

 

o bezzi ainda me deu um help e tirou incríveis 3 dos meus 25 anos.
não que eu me importe com isso, mas fica menos ridículo alguem de 22 anos aparecer no jornal com a aquela foto idiota, do que alguem de 25, certo?

mas então é isso.
valeu bezzi, valeu mell e principalmente: valeu roque, pelas vergonhas do dia a dia!!!!!!~^@#!!!

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gafes são legais, né?

September 21st, 2007 by andrechaos

eu não tinha pensando em nada pra postar aqui hoje, mas há poucos minutos aconteceu uma parada divertidíssima aqui no trabalho, então resolvi relatar.

aqui tem um sujeito chamado cláudio. ele é programador, e sempre está antenado com as mais modernas tecnologias desse mundo louco em que vivemos.

de uns tempos pra cá, ele anda numa vibe audiobooks. fica baixando livros e ouvindo no mp3 player.
então beleza, hoje quando voltei do almoço, rolou o seguinte diálogo.

cláudio: pô, baixei o audiobook novo do paulo coelho, mas veio todo corrompido.
eu: porra, se deu benzão, assim não precisa ouvir essa merda desgraçada.
cláudio: mas não era pra mim, é pra minha namorada. ela é cega e os livros do paulo coelho são uma das poucas coisas que a animam…
eu: ah…hmmm…errrr….aham….bom, mas é ruim mesmo assim.

claro que essa última frase eu falei só pra dar a última palavra no diálogo, se eu ficasse mudo seria ainda mais vexatório pra mim.

enquanto cogitava postar isso, me lembrei de outra gafe que protagonizei, há anos e anos.
eu estava na sexta série, e como de costume em qualquer escola, na semana de provas a gente saía mais cedo. num dia durante essa semana, os muleques resolveram se juntar pra jogar a novidade mais quente do momento: mortal kombat 2.

era a coqueluche do ano, todos só sabiam falar em fatalities, babalities e tudo mais.
pois bem, juntaram-se uns 10 muleques e fomos pra casa do SLOT, que era rigorosamente na rua de cima do colégio. eu estava na 6a A, mas haviam tbm alguns pivetes da 6a B, que eu não conhecia muito bem.

legal, chegamos lá, fizemos um sorteio ridiculo pra definir a ordem de quem jogaria e tudo mais.

começaram os duelos, quem ganhava tinha direito de permanecer. quem perdia, ia pra casa do caralho.
eis que chegou a vez do ricardo. ele era um dos garotos da 6a B, portanto eu o conhecia apenas de vista.
ele sentou pra jogar, e algo me chamou a atenção. já sentado, ele botou o joystick sobre a perna, e começou a jogar apenas com uma das mãos. ele mexia o direcional e apertava os botões com a mesma mão, então é óbvio que tomou uma surra de proporções nunca vistas antes.
e foi aí que eu entrei em ação.

eu: ô seu trouxa, pq é que vc não joga com as duas mãos?
geral sussurrando: shhhhhhh, caralho, pssssst, cala a boca, filho da puta!!!!
eu: que que foi, porra???!?!
geral sussurrando: ele tem epilepsia, o lado esquerdo do corpo dele é paralisado, seu idiota!
eu: : hmmmm, sei…..bom, mas eu sou o LIU KANG!!

escrevi meio na correria esse post, ainda no calor do momento da primeira gafe. como certamente eu vou lembrar de outras mais pra frente, posto numa outra oportunidade.

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there goes the neighbourhood

September 19th, 2007 by andrechaos

essa semana li num blog por aí um post falando sobre vizinhos.
comecei a lembrar sobre os que eu já tive, e resolvi escrever aqui, enquanto a inspiração pros novos relatos não volta.

mas por vizinhos, eu digo vizinhos mesmo. parede com parede. o cara que mora embaixo ou em cima, eu considero mais vizinho do que o que mora na outra ponta do seu andar, já que vc os afeta e é afetado muito mais por eles.

eu morei 9 anos num apartamento na aclimação, e lá a coisa era difícil.
isso pq nossos vizinhos de andar, eram uma família de coreanos. mas uma família realmente freak. eles fritavam NABOS com razoável frequencia. você ja sentiu o cheiro de NABO FRITO? se sim, sabe do que estou falando. se nunca sentiu, lembre-se de mim e desse post assim que isso acontecer com você, ok?

mas enfim, o pai era o dr. kim, um dentista bem sucedido e já com seus 50 e poucos anos. mas por causa do barulho da broca, ele foi ficando surdo.
então nos últimos tempos em que eles moraram lá, o velho metia a televisão no volume 84 pra ver filmes de madrugada. era uma delícia dormir ouvindo os diálogos dublados do corujão. fone de ouvido pra que, né?

a mulher era completamente inexpressiva, algo como a sun de lost. nao fede nem cheira.
mas o filho era bem problematico. ernesto, era o nome da peça.
desconfio que ele era meio retardado, pq nao me lembro de ve-lo com amigos na rua ou recebendo visitas. era filho unico e aparentemente passava os dias sozinho. pra piorar, o cretino era são paulino e travávamos uma batalha a cada palmeiras x são paulo. mas ele tinha uma atividade peculiar: jogar inocentes BOLAS DE GOLFE contra a minha parede.

isso. horas e horas e boladas de golfe na minha parede.
como eu era apenas um estudante e passava as tardes em casa, ouvia o tempo todo as marretadas que eram desferidas.
eu achava mesmo que ele era retardado e uma vez, não lembro exatamente como foi, mas tentei tirar uma onda com a cara dele e tomei uma surra astronomica. o china lutava karatê, ou algo assim, e acabou comigo em poucos segundos, senm qualquer possibilidade de defesa.

mas numa dessas vezes em que ele atirava as bolas na parede, eu e meu irmão resolvemos responder.
pegamos uma bola de tênis cada um, e começamos a jogar de volta, em direção ao apê dele.
então era uma porrada forte vindo de lá, e duas mais fracas vindas de cá. só que isso de forma e non stop, com horas e horas de provocação velada.

como éramos garotinhos juvenis e sem muita vivência, achamos que o bate-rebate só iria afetar nossos dois apartamentos.
mas embaixo, no quinto andar, morava o temido seu diogo. um velho desgraçado que era o terror da mulecada do prédio. ele exalava cachaça 24/7, gritava com geral e é provavelmente a pessoa mais mal encarada que eu já topei.
claro que depois de duas horas de uma guerra incessante, o velho ficou danado da cabeça e resolveu subir pra tirar satisfações.

ele esmurrou sem dó a porta dos chinas, e na sequencia a nossa.
eram socos muito servidos, de abalar a estrutura da porta mesmo. como minha mae nao tava em casa, nos cagamos de medo e resolvemos fingir que nao havia ninguem em casa. adolescentes sao muito idiotas. hahasudhfausd

acontece que a mãe do ernesto abriu a porta, e aí começou a treta. o velho urrava de forma inconsequente, e a submissa sun, sem argumentos, acusou a gente de começar.
então lá vieram a mãe china, o ernesto e o velho desgraçado baterem na minha porta.
e a gente lá dentro: “fudeu, caralho, e agora??!?!”

eu olhava pelo olho mágico e via a fúria do velho, se eu abrisse a porta era certeza de ser estrangulado sem cerimonia por ele.
e enquanto espiava o movimento do corredor, vi o elevador se abrindo, e minha mae chegando.
cansada, depois de um estafante dia de trabalho, ainda chega em casa e encontra os dois filhos idiotas metidos em confusão.

ela ficou puta, botou o velho pra correr, mandou os chinas entrarem na casa deles, e quando nos viu, falou um caminhão de bosta. não nos restou outra coisa a não ser ficar quietinhos ouvindo.

algum tempo depois, os chinas vazaram de lá, e entrou uma tiazona solteira, que eu posso jurar tratar-se de uma sapata. inclusive, ela parecia muito com a pam grier.
mas o lance é que ela fazia umas paradas de sentir energia, e falou que meus cd’s de roque eram carregados. fiquei puto.

enfim, 9 anos se passaram, e mudamos de prédio, mas no mesmo bairro da aclimação.
e aí não me lembro de nenhum problema envolvendo vizinhos. morei lá 5 anos e a convivência foi ótima.

saí desse apê em 2005 pra morar com a stephanie. inicialmente eu me mudei pro apartamento em que ela já morava na vila madalena.
ao que consta, ela nunca havia tido problemas com vizinhos até que eu cheguei.
pra comemorar que fomos morar juntos, resolvemos fazer uma festinha pros amigos. mas a festinha acabou ficando um pouco maior do que a gente previa, e num apartamento de pouco mais de 60 metros, estavam incríveis 45 pessoas bebendo, falando, dançando, pulando e fazendo sei lá mais o que.
claro que não demorou pros vizinhos sacarem o que tava rolando. até tentamos apazigua-los, convidando para a festa, mas eles nao se interessaram muito.

o resultado foram 5 reclamações pro condomínio e 3 ligações pra polícia reclamando da gente.
claro que os pm’s não fizeram nada, eles têm mais o que se preocupar. sobre as reclamações no condomínio, bom…também nao sei se deram em alguma coisa pq ficamos lá apenas um mês e meio. logo em seguida alugamos o apê em que moramos hoje.

no dia da mudança, o zelador do predio novo falou “o síndicio e o sub-síndico moram no mesmo andar que vocês”.
claro que pensei “legal, tomei no cu antes mesmo da primeira noite”.
e foi quase isso, pq no nosso segundo dia no predio, durante a arrumação da mudança, já recebemos uma carta dizendo que havíamos botado o lixo pra fora no horário errado.

com esse cartão de visitas a previsão foi ainda mais nebulosa. já imaginei brigas mil, pq eu não deixaria de dar festas em casa por ser vizinho do sindico.
e nos primeiros meses a gente realmente abusou. era festa atrás de festa. música, barulho, conversas e tudo isso até altas horas da madrugada.
pra minha surpresa, NUNCA recebemos uma só reclamação de barulho, e felizmente posso dizer que tenho praticamente os vizinhos dos sonhos. a moçada nao ta nem aí pra nossa música alta.

o único porém, é que um deles pira num EMÍLIO SANTIAGO todos os domingos, a partir das 8 da manhã….mas como a gente faz coisa muito pior, certamente a reclamação não vai partir do nosso lado….

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45 no ibope

August 31st, 2007 by andrechaos

eu deveria postar agora um relato sobre uma noite bizarra da minha vida, mas admito que fiquei com preguiça de concluir a história. só escrevi até a metade.
durante o final de semana eu a termino, e segunda posto aqui.

enquanto isso, vou enrolar e postar sobre o famoso dia em que fui parar na tela do fantástico.

novembro de 2002, e eu li que rolaria aqui em são paulo um campeonato de air guitar, promovido pelo sesc.
eram 3 dias de evento, e no primeiro eu fui com o meu irmão assistir, pq um amigo dele iria participar.
chegando lá, a vergonha foi total. um bando de retardados num palco, junto com o thunderbird, solando e fingindo que realmente tava tocando.
muito, muito ridiculo.
o amigo do meu irmão subiu no palco, e o thunderbird perguntou “vai tocar o que?”. o mano respondeu “slayer. mas angel of death, pq seasons in the abyss é de boy”. GENIAL.

fomos embora depois de muita risada e tudo bem.
no dia seguinte, estranhamente eu fiquei com vontade de ir de novo. e pro meu azar, acabei indo mesmo.

novamente, vergonha rolando pelos outros. era bizarro demais pra ser verdade.
entre um concorrente e outro, o thunder perguntava se alguem da plateia queria participar. alguns tomavam coragem e subiam no palco.

numa dessas vezes que ele perguntou, aconteceu algo inexplicável.
eu, que tava achando aquilo tudo o cúmulo da degradação humana, me apresentei pra subir no palco.
do nada.
assim, sem explicação MESMO. até pq, nem bebado eu tava.

subi naquela porra, entreguei um cd que tava no meu bolso pro cara da mesa de som e falei “coloca a número 1″.
era holy wars do megadeth, um petardo do metal noventista. (ao contrário do que a matéria do fantástico diz, eu NAO toquei sepultura. repito, foi holy wars do megadeth)

comecei a tocar e não é que a galera curtiu? tava cheio de metaleiro lá e eles começaram a gritar, banguar, levantar a mão pra mim e tudo mais. se eu fosse mais cabeludo ia achar que era o marty friedman.
numa pausa da musica eu levantei a mão e fiz o classico sinal de lml, representando o heavy metal.
TODAS as pessoas do lugar me imitaram. “caralho, tenho total controle sobre a massa” foi o que pensei na hora.

foi realmente legal pra caralho, não fosse pelo fato de que pelo menos 3 equipes de tv filmaram aquilo.
quando acabou e eu desci do palco, as 3 equipes vieram falar comigo, pra me entrevistar.
os jurados do evento eram o andreas kisser e o roger do ultraje a rigor, então me botaram pra interagir com eles, fizemos um duelo pras cameras e tudo mais.

além do fantástico, tbm dei entrevista pro marcos mion (que na epoca tava na band) e pra mtv. mas essas duas ultimas eu nunca vi.

então, se tem alguém que ainda não viu essa matéria, veja agora e sinta muita vergonha por mim:

na semana seguinte, abro o jornal e vejo na coluna do lucio ribeiro a seguinte notinha (link):

Air guitar é “campeão de audiência” na Globo
A Popload apurou que reportagem sobre o evento de air guitar do Sesc, promovido semana passada, rendeu 45 pontos de audiência ao “Fantástico” (Globo), no domingo.

ou seja amigos, meti 45 no ibope!!!
mais do que paraíso tropical.

e isso só me faz pensar numa coisa: andrechaos > alessandra negrini + fabio assunção.

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